Primeira morte por dengue em 2026 é confirmada no Rio Grande do Sul

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Primeiro óbito por dengue em 2026 é confirmado no Rio Grande do Sul

A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, através do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, anunciou um alerta importante sobre a dengue. O primeiro óbito relacionado à doença no ano de 2026 foi confirmado, tratando-se de uma idosa de 83 anos, residente de Jacutinga, que apresentava comorbidades. O falecimento ocorreu no dia 15 de abril.

Este caso trágico destaca a continuidade da circulação do vírus da dengue no Estado, ressaltando a necessidade urgente de medidas preventivas. A detecção precoce dos sintomas e a busca por atendimento médico são cruciais para evitar complicações sérias que podem levar a óbitos, especialmente entre grupos vulneráveis como idosos e gestantes.

A secretária da Saúde, Lisiane Fagundes, expressou seu lamento pela perda, enfatizando a importância de se procurar assistência médica ao surgirem os primeiros sinais da doença. O diagnóstico e o acompanhamento adequados são fundamentais para prevenir agravamentos e complicações.

Os principais sintomas da dengue incluem:

  • Febre alta, que pode durar de dois a sete dias;
  • Dor retroorbital;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Dores no corpo e articulações;
  • Mal-estar geral;
  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia;
  • Manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.

Medidas de prevenção

A transmissão da dengue ocorre principalmente através do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em ambientes com água parada. Portanto, a principal forma de prevenção é a eliminação de criadouros. A colaboração da população é fundamental para controlar a proliferação do mosquito.

Entre as recomendações de prevenção, destacam-se:

  • Utilizar telas em portas e janelas e aplicar repelentes em áreas de maior risco;
  • Remover qualquer recipiente que possa acumular água, como pneus e latas;
  • Manter caixas d’água e outros reservatórios bem vedados;
  • Desobstruir calhas e ralos, evitando acúmulo de água.

Desde 2024, o sistema público de saúde brasileiro oferece vacinação contra a dengue, com foco em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que são grupo de risco para hospitalizações. A vacinação, que começou em áreas prioritárias, foi ampliada para todos os municípios, mantendo a faixa etária alvo.

Esquema vacinal atual:

  • Público-alvo: crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos;
  • Esquema: duas doses com intervalo de três meses;
  • Novas vacinas estão sendo desenvolvidas, incluindo uma de dose única pelo Instituto Butantan.

Atualmente, a vacina utilizada na estratégia é a Qdenga, fabricada pela Takeda Pharma. A nova vacina de dose única, Butantan-DV, já começou a ser distribuída no Rio Grande do Sul, inicialmente para trabalhadores da Atenção Primária em Saúde, com previsão de futura vacinação do público geral começando por pessoas a partir de 59 anos.

Até o momento, em 2026, foram confirmados 596 casos de dengue e um óbito no Rio Grande do Sul. Comparando com o mesmo período do ano anterior, a situação mostra uma redução significativa, já que em 2025 foram registrados 20.573 casos e 13 óbitos até a 15ª Semana Epidemiológica.

O ano passado teve um total de 52.794 casos e 53 mortes. Historicamente, abril é o mês com maior circulação do vírus, especialmente nas semanas 15 e 16. Embora o cenário atual denote uma diminuição nos casos, a continuidade das ações de prevenção e controle é vital para evitar novos surtos e manter essa tendência de queda.

Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou sua pior crise de dengue, com 209.669 casos e 281 óbitos. O cenário de 2025, embora ainda grave, apresentou uma expressiva redução, evidenciando a necessidade de vigilância constante e adoção de medidas proativas para proteger a saúde pública.

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