CIOs discutem resultados e próximos passos de projetos de inteligência artificial na prática
Organizações começam a colher frutos da implementação de inteligência artificial generativa.
Cerca de quatro anos após a introdução da inteligência artificial (IA) generativa, as empresas estão começando a perceber resultados significativos em suas implementações. A CIO da Mondelez destacou que a transformação ocorreu quando a equipe começou a utilizar a tecnologia para resolver problemas sistêmicos, além das questões cotidianas de cada departamento.
Segundo a executiva, a IA deve ser encarada como uma estratégia central. Essa abordagem permite que as organizações alcancem uma escala real em suas operações. Os resultados positivos que a Mondelez apresenta são fruto de quatro anos de coleta de dados, focando nas experiências dos clientes.
A troca de ferramentas de planejamento para incluir IA e predição no processo de vendas foi uma das mudanças mais impactantes. Isso possibilitou uma coleta de dados mais abrangente, permitindo análises regionais que melhoraram a distribuição de produtos. A personalização, proporcionada pela granularidade dos dados, é essencial para entender os hábitos de consumo e preferências em diferentes regiões do Brasil.
Além da Mondelez, outras empresas também estão explorando a inteligência artificial. A Stellantis, por exemplo, tem utilizado a tecnologia para acelerar o desenvolvimento de novos veículos, reduzindo em mais de um ano o tempo de design. A empresa está investindo para alcançar um nível avançado em seu sistema de assistência ao condutor, aumentando a autonomia dos automóveis.
O sucesso da Stellantis está ligado à criação de uma governança que equilibra inovação e segurança. A descentralização do uso da IA tem sido uma estratégia eficaz, envolvendo colaboradores de diversas áreas na implementação de soluções preditivas, o que melhora a eficiência da produção.
O Grupo Fleury também está focando na inteligência artificial como uma base fundamental de sua transformação digital. A jornada da empresa é guiada por três pilares: automação, experiência do cliente e centralização da IA nas operações. A automação foi o primeiro passo, escolhida para superar resistências internas e demonstrar o valor da tecnologia.
Um exemplo prático do uso da IA no Grupo Fleury é a implementação de agentes que auxiliam na revisão de tabelas de planos de saúde, um projeto que gerou retorno financeiro imediato e viabilizou novos investimentos em iniciativas de IA. A experiência do cliente, por sua vez, está sendo aprimorada com soluções que facilitam a interação entre médicos e prontuários.
O investimento em um data lake robusto permitirá uma reestruturação organizacional, onde colaboradores poderão contar com uma IA interna para otimizar seu trabalho. Além disso, a empresa está investindo em experiências de usuário (UX), antecipando um futuro onde agentes digitais poderão atender diretamente as demandas dos clientes.
