Professora e proprietária de creche são denunciadas por tortura de 34 crianças em Justiça gaúcha

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Ministério Público denuncia tortura em escola infantil de Alvorada.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul formalizou uma denúncia à Justiça contra duas mulheres ligadas a uma escola de educação infantil em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre. As acusações envolvem tortura contra 34 crianças, que teriam sido submetidas a práticas degradantes por mais de um ano.

Conforme o documento apresentado, as vítimas foram alvo de sedação intencional, além de agressões físicas e psicológicas. Diante da gravidade das acusações, o MP não apenas busca a continuidade da ação penal, mas também determina uma indenização mínima a ser paga às vítimas, embora o valor específico não tenha sido divulgado.

A investigação revelou que os abusos eram utilizados como forma de punição, incluindo a administração irregular de medicamentos calmantes. Esses remédios eram aplicados de forma indevida e repetida, muitas vezes retirados de alunos que tinham prescrição médica, com o intuito de facilitar as atividades da escola, desconsiderando completamente a saúde e integridade das crianças.

Além disso, o documento acusa as denunciadas de negligência grave em relação à alimentação e higiene das crianças. Foi reportada também uma ameaça contra um membro da família de um dos alunos, o que agrava ainda mais a situação.

Agravantes

Uma das denunciadas é a proprietária da escola, enquanto a outra atuava como professora. Ambas utilizaram sua posição de autoridade e responsabilidade sobre as crianças para infligir sofrimento físico e mental, que incluiu gritos, humilhações e confinamento em áreas escuras, ações que vão contra o dever de proteção que a educação requer.

A promotora Karen Mallmann, responsável pela denúncia, destacou que o crime de tortura é qualificado por ter como vítimas crianças, além de envolver motivos torpes e a violação do dever profissional. Esses agravantes tornam a situação ainda mais grave e preocupante.

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