Estudo revela que conteúdo publicitário gerado por IA diminui a confiança do público
Estudo revela que uso inadequado de IA em publicidades pode prejudicar a confiança do consumidor.
O uso de inteligência artificial em campanhas publicitárias pode aumentar o risco de perda de confiança por parte dos consumidores, conforme aponta um recente estudo. A pesquisa indica que marcas que utilizam conteúdos gerados por IA de maneira evidente ou mal executada têm até quatro vezes mais chances de abalar a confiança do público.
Os dados mostram que 32% dos consumidores afirmam confiar menos em empresas que adotam essa abordagem, enquanto apenas 7% relataram um aumento na confiança. A maioria, representando 61%, optou por uma postura neutra em relação ao uso da tecnologia.
Um dos aspectos mais preocupantes destacados pela pesquisa é o fenômeno conhecido como ‘AI slop’, que se refere a conteúdos gerados por inteligência artificial que apresentam falhas visuais, textos genéricos ou uma aparência pouco refinada. Quase 20% dos consumidores afirmam encontrar esse tipo de material semanalmente, evidenciando a recorrência do problema no ambiente digital.
Fabio Gonçalves, diretor de uma empresa de marketing digital, ressalta que a pesquisa evidencia como a inteligência artificial pode levar à padronização, comprometendo a autenticidade das marcas. Ele explica que, quando os consumidores percebem que o conteúdo não foi elaborado com cuidado ou parece genérico, a confiança é claramente afetada.
O especialista enfatiza que o problema não reside no uso da tecnologia em si, mas na maneira como ela é aplicada. Para ele, a inteligência artificial deve atuar como um suporte, e não como uma substituta da estratégia criativa. Marcas que utilizam IA para otimizar processos, mantendo uma curadoria humana e uma narrativa bem definida, tendem a obter resultados mais positivos. O erro, segundo Gonçalves, está em automatizar toda a operação sem critérios adequados.
Metodologia
A pesquisa foi realizada com oito mil consumidores com 18 anos ou mais em diversos países, incluindo Alemanha, Austrália, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e Singapura. Os dados foram coletados em dezembro de 2025 e compilados em colaboração com uma empresa especializada em análise de dados.
