CCJ da Câmara reinicia discussão sobre o término da escala 6×1 nesta quarta-feira
PEC 221 de 2019 é analisada na CCJ da Câmara, propondo redução da jornada de trabalho.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019, que visa extinguir a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), será discutida nesta quarta-feira (22) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
Além de acabar com a escala 6×1, a proposta sugere uma redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais ao longo de dez anos. A sessão está agendada para iniciar às 14h30.
A PEC retorna à pauta da CCJ após um pedido de vista da oposição na semana anterior. O relator da CCJ, deputado Paulo Azi, já se manifestou favoravelmente à admissibilidade da PEC, argumentando que a redução da jornada é constitucional.
Se a proposta for aprovada na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta, se comprometeu a criar uma comissão especial para avaliar o texto. Essa comissão terá entre 10 e 40 sessões do plenário da Câmara para decidir sobre a aprovação ou rejeição da proposta, que, posteriormente, poderá ser submetida ao plenário para apreciação final.
Considerando que esse processo legislativo pode se estender por meses e diante das tentativas da oposição de obstruir a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou, na semana passada, um projeto de lei (PL) ao Congresso, com urgência constitucional, para abolir a escala 6×1 e reduzir a jornada para 40 horas semanais.
O projeto de lei necessita ser votado em até 45 dias, caso contrário, poderá travar a pauta do plenário da Câmara.
Motta destacou que é prerrogativa do governo federal solicitar a urgência constitucional para um PL, mas a Câmara continuará com a tramitação da PEC. Essa Proposta de Emenda à Constituição unificou as iniciativas do deputado Reginaldo Lopes e da deputada Erika Hilton.
O governo tem enfatizado que a proposta do Executivo não é concorrente à PEC em trâmite na Câmara. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, explicou que, se a PEC for aprovada dentro do prazo, o PL perderá a necessidade. Contudo, ele ressaltou que o processo da PEC é mais demorado que o do PL, e que este último pode avançar, possibilitando a redução da jornada de trabalho antes da consolidação pela PEC, evitando futuras tentativas de aumento da carga horária, como ocorreu na Argentina.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.