Brasileira move ação contra empresa de MrBeast por assédio com principais acusações

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Brasileira processa empresa de MrBeast por assédio

Uma mulher brasileira entrou com uma ação judicial contra a empresa do influenciador digital MrBeast, alegando assédio e violações de direitos trabalhistas.

No processo, a autora, identificada como Lorrayne, alega ter enfrentado uma série de irregularidades durante seu tempo de trabalho nas empresas associadas ao criador de conteúdo. As denúncias incluem a suposta violação da Lei de Licença Familiar e Médica, que assegura o direito a afastamento em situações como o nascimento de filhos.

Entre os principais pontos da ação, Lorrayne afirma que não recebeu orientações formais sobre seus direitos ao solicitar licença-maternidade e que a empresa exigiu sua participação em atividades de trabalho durante o período de afastamento. Isso inclui chamadas de trabalho enquanto estava em trabalho de parto e até mesmo viagens internacionais semanas após o nascimento de seu filho.

Além disso, a funcionária foi demitida menos de três semanas após retornar ao trabalho, o que, segundo ela, configura retaliação. O processo indica que Lorrayne foi substituída por um homem após sua demissão.

O ambiente de trabalho é descrito como um “Clube do Bolinha”, onde haveria um tratamento desigual entre homens e mulheres. A denúncia relata que Lorrayne foi excluída de reuniões compostas apenas por homens e enfrentou episódios humilhantes, como ser obrigada a buscar uma cerveja para MrBeast antes de uma gravação.

Condutas do CEO da empresa, James Warren, também são citadas, incluindo comentários inapropriados sobre a aparência da funcionária e pedidos de encontros fora do ambiente profissional. Em um momento, Warren teria feito um comentário sobre o “efeito sexual” que Lorrayne causaria em MrBeast.

Após apresentar uma queixa interna sobre o ambiente de trabalho, Lorrayne relatou sofrer retaliações, incluindo a transferência para um cargo inferior, redução de responsabilidades e isolamento profissional.

A ação judicial destaca que as empresas de MrBeast não possuíam um manual de funcionários tradicional, mas sim um documento com diretrizes que, segundo Lorrayne, normalizavam comportamentos abusivos e violavam direitos trabalhistas. As orientações incluíam frases como “É normal que os meninos sejam infantis” e “Não quer dizer não”.

Lorrayne afirma que as experiências negativas que vivenciou resultaram em sérios problemas de saúde mental, incluindo diagnósticos de depressão, ansiedade e ideação suicida. Ela busca indenização por sofrimento emocional e a reparação de violações das leis trabalhistas da Carolina do Norte.

Pedidos à Justiça

No processo, a autora solicita indenizações e outras medidas de reparação, incluindo salários e benefícios perdidos após sua demissão, além de compensação adicional prevista na legislação americana. Ela também pede a reintegração ao cargo ou compensação financeira, danos por sofrimento emocional e danos punitivos, alegando conduta deliberada ou negligente.

O pedido inclui reembolso de custos processuais e o reconhecimento judicial de violações das leis trabalhistas da Carolina do Norte. Lorrayne pretende ampliar a ação com base na lei federal dos Estados Unidos que proíbe discriminação no trabalho, após autorização da Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego.

A ação foi protocolada na Justiça Federal dos EUA, no Tribunal Distrital do Leste da Carolina do Norte, local escolhido devido à presença das empresas na região e à ocorrência dos fatos dentro dessa jurisdição.

Até o momento, as empresas mencionadas não comentaram publicamente sobre as acusações, e o caso continua em tramitação na Justiça dos Estados Unidos.

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