Novo líder do Irã enfrenta cirurgia e receberá prótese na perna, revela jornal

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Mojtaba Khamenei assume liderança suprema do Irã em meio a desafios de saúde e segurança.

O aiatolá Mojtaba Khamenei, recém-nomeado líder supremo do Irã, enfrenta sérias complicações de saúde após ser gravemente ferido em ataques direcionados. Ele deve utilizar uma prótese na perna e pode necessitar de cirurgia plástica, conforme reportagens indicam.

Atualmente, Khamenei se encontra em um local secreto, recebendo cuidados médicos com acesso severamente restrito. O presidente do Irã e um ministro da Saúde estão envolvidos em seu tratamento, refletindo a gravidade de suas lesões.

O novo líder teve uma das pernas operadas em três ocasiões e aguarda a colocação de uma prótese. Além disso, passou por cirurgia em uma das mãos e está em processo de recuperação dos movimentos. Queimaduras no rosto e nos lábios dificultam sua comunicação, aumentando a possibilidade de intervenções cirúrgicas adicionais.

Apesar de suas condições de saúde, autoridades iranianas asseguram que Khamenei permanece lúcido e ativo nas decisões políticas do país.

Por questões de segurança, a comunicação com Khamenei é feita através de mensageiros que transportam bilhetes escritos à mão, indicando um sistema de comunicação altamente controlado.

A importância do cargo de líder supremo no Irã: Este título representa o máximo poder dentro do sistema teocrático iraniano, ocupado por um clérigo xiita escolhido por uma assembleia de 88 aiatolás. O líder supremo supervisiona o presidente eleito e controla instituições paralelas, como a Guarda Revolucionária.

Militares em ascensão

A combinação de preocupações de segurança e as limitações impostas por seus ferimentos levaram Khamenei a delegar autoridade a generais, o que tem resultado em uma concentração de poder nas mãos de uma ala militar mais conservadora.

Com isso, a influência dos clérigos tem diminuído, e a dinâmica política se altera, com facções reformistas e ultraconservadoras ainda participando de discussões, mas com os militares assumindo um papel mais proeminente.

Analistas indicam que a relação próxima de Khamenei com os militares, forjada durante a guerra Irã-Iraque, solidificou sua posição como a força dominante no governo.

“Mojtaba ainda não tem controle total”, afirma uma especialista em política do Oriente Médio, ressaltando que, embora ele participe das decisões, muitas já estão praticamente definidas antes de sua intervenção.

A Guarda Revolucionária, criada para proteger a Revolução Islâmica de 1979, atualmente desempenha múltiplas funções de comando no país, consolidando seu poder e influência.

Especialistas apontam que Khamenei depende da Guarda Revolucionária para sustentar sua posição, destacando que sua sobrevivência política está intimamente ligada a essa força militar.

Os generais da Guarda Revolucionária têm assumido a liderança em decisões estratégicas e na gestão de recursos, utilizando sua posição para reforçar sua influência, especialmente em situações críticas como o fechamento do Estreito de Ormuz.

Além disso, foram eles que articularam a estratégia de ataques, determinaram o fechamento do estreito e conduziram negociações com os Estados Unidos, relegando o governo civil a funções administrativas.

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