ONG para crianças trans acusa Rosangela Moro de tentar gerar confusão
Deputada critica ONG em comitê do Ministério da Saúde, que defende atuação legal da entidade.
A deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-SP) expressou críticas à organização “Minha Criança Trans” durante uma reunião do comitê da Saúde, afirmando que a presença da ONG no governo é “ilegal”. A declaração foi feita em um vídeo postado nas redes sociais.
Em resposta, a ONG refutou as alegações da deputada, destacando que suas atividades estão em conformidade com a legislação brasileira e os direitos humanos. A entidade esclareceu que não há registros de cirurgias de redesignação de gênero realizadas em crianças no Brasil e que não apoia, incentiva ou articula tais procedimentos.
De acordo com a organização, a narrativa apresentada pela deputada visa gerar confusão e desinformação. Em sua nota, a ONG lamentou a disseminação de conteúdos que promovem “terrorismo social” e “pânico moral”, caracterizando a linguagem utilizada como sensacionalista e apelativa.
A ONG também manifestou apoio à sua fundadora, Thamirys Nunes, mencionada no vídeo da deputada, e informou que acionou seu departamento jurídico para tomar as medidas necessárias contra as “inverdades propagadas”.
O QUE DISSE ROSANGELA MORO
No vídeo, Rosangela Moro questionou a legitimidade da atuação do comitê do Ministério da Saúde e a participação da ONG na formulação de políticas públicas para a comunidade LGBTQIA+. A deputada argumentou que decisões sobre procedimentos de transição de gênero devem ser tomadas apenas quando a pessoa atingir a maioridade.
A congressista enfatizou: “Não podemos permitir que, dentro de um espaço público, sejam aceitas coisas que são ilegais. Essa ONG defende a possibilidade de transição de gênero para crianças.”
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Em resposta às críticas, o Ministério da Saúde afirmou que os comitês atuam dentro da legalidade e em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O órgão reiterou que não permite, recomenda ou custeia procedimentos transexualizadores em menores de 18 anos.
