EUA podem retirar apoio ao Reino Unido em relação às Malvinas, segundo Reuters

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Reino Unido reafirma soberania sobre as Ilhas Malvinas diante de novas tensões diplomáticas.

O governo britânico reiterou, em declaração oficial, que a soberania das Ilhas Malvinas permanece inalterada, respondendo a um documento do Pentágono que sugere uma revisão do apoio diplomático dos Estados Unidos à região.

Na sexta-feira, um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que a posição do Reino Unido em relação às Malvinas é clara e histórica. A declaração foi feita após a divulgação de um e-mail interno que avaliava a possibilidade de punir aliados da Otan que não apoiam a atuação dos EUA na guerra com o Irã.

O e-mail mencionava especificamente as Malvinas como uma das “possessões imperiais” que poderiam ser afetadas por uma reavaliação do apoio diplomático. A localização estratégica das ilhas, próximas à Argentina, torna a questão ainda mais sensível nas relações internacionais.

O porta-voz enfatizou que o direito à autodeterminação das ilhas é um princípio fundamental para o Reino Unido, e que essa posição já foi comunicada a diversas administrações norte-americanas ao longo dos anos.

PRESSÃO

Quando questionado sobre a possibilidade de que a mensagem do Pentágono fosse uma forma de pressão para que o Reino Unido se envolvesse no conflito do Irã, o porta-voz defendeu que o primeiro-ministro Starmer não se deixaria influenciar e sempre agiria conforme os interesses nacionais britânicos.

A disputa pelas Ilhas Malvinas remonta à guerra de 1982, quando o Reino Unido e a Argentina entraram em conflito após uma tentativa argentina de retomar o controle sobre o território. O conflito resultou na morte de aproximadamente 650 militares argentinos e 255 britânicos, culminando na rendição da Argentina.

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