Alckmin afirma ao PT que sempre teve boas-vindas na legenda

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Alckmin destaca apoio do PT em evento, apesar de resistência na aliança de 2022.

Durante o 8º Congresso Nacional do PT, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) expressou que sempre foi tratado com afeto pelos membros do partido, uma afirmação que contrasta com o clima de resistência que enfrentou ao se unir a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na chapa presidencial em 2022.

Em seu discurso em Brasília, Alckmin afirmou: “Eu, que não sou do PT, sempre fui recebido com enorme afeto e consideração. E a segunda é dizer da minha lealdade ao presidente Lula para trabalhar em benefício da nossa população.” Sua declaração foi recebida por uma plateia composta por petistas, refletindo uma tentativa de reforçar os laços entre ele e o partido.

No entanto, a resistência à sua inclusão na chapa foi significativa, especialmente entre líderes do PT. Em 2016, Alckmin, então governador de São Paulo pelo PSDB, criticou o partido, chamando-o de “rei do impeachment” e apoiando a destituição de Dilma Rousseff (PT), alinhando-se com outros tucanos, incluindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Para se tornar candidato a vice em 2022, Alckmin teve que deixar o PSDB, partido pelo qual havia derrotado o PT em São Paulo e disputado a presidência contra Lula em 2006. Ele se filiou ao PSB, que formalizou sua candidatura, uma manobra necessária para atender às exigências eleitorais e dar um caráter de centro-esquerda à aliança.

A resistência à sua candidatura foi tão intensa que Lula teve que intervir pessoalmente para defender a decisão, convencendo setores do partido sobre a importância estratégica da aliança. Quando a adesão finalmente ocorreu, foi mais pragmática do que entusiasta.

Em seu discurso, Alckmin também elogiou Lula por preservar a democracia no Brasil, fazendo referência aos eventos de 8 de janeiro. Ele declarou: “O presidente Lula salvou a democracia do Brasil. Tentando dar um golpe, eles não conseguiram.”

O vice-presidente mencionou o acordo Mercosul-União Europeia, que começará a vigorar de forma provisória em 1º de maio, e a reforma tributária, que unifica cinco tributos. Ele criticou as políticas de saúde do governo anterior, associando a campanha antivacinal à administração de Jair Bolsonaro (PL) e aos 720 mil óbitos pela covid-19.

A presença de Alckmin no congresso do PT foi um gesto claro de fidelização ao projeto político de Lula, em um momento em que o governo revisita suas estratégias para as eleições de 2026.

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