Gleisi classifica conselheiro de Trump como misógino arrogante da extrema direita após críticas a brasileiras
Gleisi Hoffmann responde a declarações misóginas sobre mulheres brasileiras
A ex-ministra e pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, manifestou sua indignação em relação às declarações do enviado especial para assuntos globais do governo Trump, Paolo Zampolli, que se referiu às mulheres brasileiras de maneira depreciativa.
Durante uma entrevista a uma rede italiana, Zampolli fez comentários ofensivos, chamando as brasileiras de “programadas para causar confusão” e utilizando termos pejorativos como “putas” e “raça maldita”. Em resposta, Hoffmann classificou o conselheiro como um “misógino arrogante da extrema direita”.
A ex-chefe da articulação política do governo Lula destacou que quem realmente gera confusão e conflitos globais é o chefe de Zampolli. Ela enfatizou a necessidade de respeito às mulheres brasileiras e afirmou que o conselheiro não é bem-vindo no Brasil.
Na entrevista, Zampolli insinuou que as mulheres brasileiras têm uma “questão genética” que as leva a causar confusão, mas depois negou essa afirmação, alegando que elas são “programadas” para tal comportamento.
O repórter questionou se essa programação era para extorquir, ao que Zampolli respondeu que não, mas sim para “causar confusão”.
O Ministério das Mulheres também se posicionou contra as declarações de Zampolli, afirmando que suas palavras reforçam discursos de ódio. Em nota, o ministério repudiou veementemente as ofensas dirigidas às mulheres brasileiras, ressaltando que tais afirmações desvalorizam a dignidade feminina.
A nota ainda destacou que a misoginia não deve ser considerada uma opinião, mas sim uma manifestação de ódio que incita à violência, configurando uma prática criminosa. O ministério enfatizou que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser relativizado sob o pretexto da liberdade de expressão.
