Prefeita gaúcha é investigada em operação da Polícia Federal por supostos crimes eleitorais

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Operação da Polícia Federal investiga prefeita de Estrela por corrupção eleitoral.

A Polícia Federal (PF) deu início a uma operação na sexta-feira (24) visando investigar casos de corrupção e falsidade ideológica nas eleições de 2024 em Estrela, na região do Vale do Taquari. Entre os alvos da ação está a prefeita Carine Schwingel, que teve seus imóveis incluídos nas 13 ordens de busca e apreensão decretadas pela Justiça Eleitoral.

Durante a operação, foram coletados documentos e dispositivos eletrônicos que passarão por análise pericial. Materiais também foram apreendidos em Cruzeiro do Sul, município que faz parte da mesma região do Rio Grande do Sul, onde outros servidores municipais estão sendo investigados. Até o momento, não houve prisões.

O nome da operação, “Ambitus Sidum”, que em latim significa “em torno da estrela”, reflete a abrangência da investigação. A área foi severamente afetada por enchentes em 2024, ano em que os crimes teriam ocorrido.

As irregularidades começaram a ser investigadas após uma denúncia anônima e o compartilhamento de provas de uma operação anterior. Ao divulgar informações sobre a ação em seu site, a PF especificou que as práticas suspeitas envolvem procedimentos adotados durante a candidatura de Carine.

As investigações revelaram que uma das investigadas poderia ter utilizado aliados para nomear eleitores em posições de confiança no município de Cruzeiro do Sul, em troca de apoio político e transferência de domicílio eleitoral.

A PF também informou que foram identificadas irregularidades relacionadas à concessão de favores ou vantagens financeiras em troca de apoio político antes das eleições de 2024.

Eleita em 6 de outubro de 2024 com 6.710 votos, Carine Schwingel obteve mais de 35% dos votos válidos. Natural de Caxias do Sul, ela possui 46 anos, é casada e tem curso superior completo. Em sua declaração à Justiça Eleitoral, informou ter a ocupação de “jornalista e redatora” e um patrimônio em torno de R$ 980 mil.

Defesa

Após a condução da operação, a prefeita concedeu uma entrevista à Rádio Gaúcha, onde negou qualquer envolvimento em atividades irregulares. Ela argumentou que não tinha poder para realizar tais atos, afirmando não ter sido uma das favoritas nas eleições: “Como garantir um cargo a alguém, se eu não tinha qualquer poder administrativo na época?”

Carine também enfatizou que ainda não teve acesso aos detalhes do inquérito da PF e reiterou seu compromisso em se manifestar sobre o caso: “Não tenho nada a esconder de ninguém. A Polícia Federal está fazendo o seu trabalho, e eu defendo isso. Mas confio plenamente na Justiça, por isso tenho plena tranquilidade.”

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