Teste de paternidade revela fenômeno raro de gêmeos com pais diferentes
Descoberta surpreendente revela que gêmeos têm pais diferentes.
Em 2018, uma mãe de gêmeos procurou um laboratório de genética na Colômbia para realizar um teste de paternidade de rotina. O resultado foi surpreendente: apesar de serem filhos da mesma mãe, os bebês tinham pais diferentes.
Esse fenômeno é conhecido como superfecundação heteropaternal, um evento extremamente raro que ocorre em poucos casos documentados ao redor do mundo.
Superfecundação exige combinação rara de fatores biológicos
A superfecundação heteropaternal acontece quando dois óvulos são liberados no mesmo ciclo menstrual e são fecundados por espermatozoides de homens diferentes.
Para que isso ocorra, é necessário que várias condições raras coincidam:
- Liberação de mais de um óvulo (poliovulação);
- Relações com parceiros diferentes em um curto intervalo de tempo;
- Fecundação de ambos os óvulos dentro do período fértil.
Os especialistas estimam que o intervalo em que os óvulos permanecem viáveis após a ovulação pode variar entre 24 e 36 horas.
Análise genética confirmou paternidade distinta
Para determinar a paternidade, os pesquisadores utilizaram a análise de marcadores microssatélites, um método padrão em testes genéticos. Essa técnica envolve a comparação de fragmentos específicos do DNA da mãe, das crianças e do suposto pai.
Os resultados mostraram que o perfil genético do homem testado correspondia a apenas um dos gêmeos, descartando a paternidade do outro.
O diretor do laboratório afirmou que o teste foi repetido integralmente para descartar erros e apresentou o mesmo resultado.
Casos documentados são extremamente raros
Uma análise realizada com base em cerca de 39 mil testes de paternidade nos Estados Unidos identificou apenas três casos de superfecundação heteropaternal.
Pesquisadores afirmam que, apesar de ser possível, esse tipo de evento é raramente observado na prática.
