Argentino recebe sentença de 32 anos de prisão por assassinato de pastor na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul
Argentino é condenado a quase 33 anos de prisão por assassinato em Uruguaiana.
Um argentino foi condenado a 32 anos e 11 dias de prisão em regime fechado pelo Tribunal do Júri, após ser acusado de assassinar um pastor em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, em 2023.
O réu, de 31 anos, já se encontra preso desde a época do crime e ainda tem a possibilidade de recorrer da decisão. O julgamento foi conduzido pela juíza Barbara Pereira Saraiva, responsável pela 1ª Vara Criminal e pela Vara Adjunta de Execuções Criminais de Uruguaiana.
Além do homicídio, o acusado foi considerado culpado por porte ilegal de arma de fogo, sendo o crime classificado como quadruplamente qualificado, devido ao uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, motivos torpes e fúteis, e o emprego de uma arma de fogo de uso restrito.
Uma mulher de 58 anos, que era companheira do réu na época do crime, também foi denunciada pela Justiça e aguarda o julgamento do seu recurso em liberdade. A data para seu júri ainda não foi definida.
Segundo a denúncia, o assassinato ocorreu por volta das 9h30 do dia 22 de novembro de 2023, em uma via pública no bairro Ipiranga. O réu disparou contra o pastor, de 34 anos, enquanto este estava sentado em frente à padaria da sua família, causando sua morte por traumatismo crânio-encefálico.
O Ministério Público apontou que o crime foi motivado por vingança, relacionada a uma dívida que o pastor tinha no estabelecimento da então companheira do assassino, assim como uma ação judicial que a vítima havia movido por danos morais contra ela.
A juíza ressaltou a gravidade do crime, evidenciada pela forma como foi executado, em um ambiente de trabalho e com potencial presença de pessoas, demonstrando desprezo pela vida da vítima e pela segurança pública. Além disso, destacou o impacto irreparável causado na vida da filha de apenas 9 anos da vítima.
