CEO da OpenAI se desculpa por falha em comunicar suspeita de tiroteio em massa à polícia

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Sam Altman expressa arrependimento após tragédia no Canadá envolvendo a OpenAI.

Sam Altman, ex-CEO da OpenAI, manifestou seu profundo arrependimento por não ter alertado as autoridades sobre conteúdos alarmantes relacionados a uma usuária do ChatGPT. A declaração foi feita em meio a críticas sobre a resposta da empresa após um trágico ataque a tiros que deixou 10 mortos e 25 feridos em uma escola e em uma residência no Canadá.

O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, considerou as desculpas de Altman “necessárias, mas grosseiramente insuficientes”. O ataque, ocorrido em fevereiro, foi perpetrado por uma mulher transgênero de 18 anos, que matou sua mãe e meio-irmão antes de abrir fogo em uma escola, resultando em várias mortes de crianças e um professor.

Após o incidente, a OpenAI revelou que havia banido a conta da suspeita em junho de 2022, após identificar comportamentos de risco por meio de seus sistemas de detecção. Altman, em sua carta, reconheceu a falha da empresa em notificar as autoridades policiais sobre a conta banida e expressou seu pesar pela dor e perda enfrentadas pela comunidade de Tumbler Ridge.

“Estou profundamente arrependido por não termos alertado as autoridades policiais sobre a conta que foi banida em junho”, afirmou Altman, ressaltando a necessidade de um pedido de desculpas para reconhecer o impacto irreversível da tragédia.

Ele também justificou a demora em se pronunciar, alegando respeito pelo luto da comunidade afetada. Em resposta ao ataque, as autoridades canadenses convocaram a OpenAI para discutir medidas de segurança mais rigorosas, ameaçando ações regulatórias caso não houvesse uma resposta adequada.

A OpenAI comprometeu-se a reforçar suas práticas de segurança e a estabelecer um canal direto de comunicação com as autoridades policiais. Altman enfatizou a determinação da empresa em colaborar com diferentes níveis de governo para evitar futuros incidentes semelhantes.

Além disso, a família de uma das vítimas que sobreviveu ao tiroteio entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, alegando que a empresa tinha conhecimento sobre os planos da atiradora para um “evento com mortes em massa”, mas não tomou as medidas necessárias para prevenir a tragédia.

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