Jornalismo Esportivo enfrenta desafios do machismo estrutural em debate no ‘Fala, Mercado’
Desigualdades de gênero no futebol brasileiro são discutidas em programa de TV.
O futebol brasileiro continua a ser um reflexo de desigualdades de gênero, evidenciando uma cultura historicamente masculina que ainda persiste em diversos níveis. Essa temática foi abordada no programa ‘Fala, Mercado’, onde especialistas discutiram o machismo no jornalismo esportivo e as possíveis transformações necessárias.
Amanda Munhoz, gerente de Live Streaming do Grupo RBS, compartilhou suas experiências pessoais com o machismo ao longo de sua carreira, enfatizando que esse comportamento ainda é comum na rotina de muitas profissionais da área. Leonardo Sonda, repórter da TV e rádio Bandeirantes, também se posicionou, reconhecendo que o machismo é um problema estrutural que requer a participação de homens na busca por mudanças efetivas.
Resistência à mudança
Os convidados destacaram que a manutenção dessa cultura está ligada à naturalização de comportamentos e à resistência à mudança em um ambiente tradicionalmente masculino. Essa situação é visível na maneira como as mulheres são cobradas no jornalismo esportivo, frequentemente precisando provar sua competência de forma mais recorrente. Além disso, comportamentos considerados “normais” entre homens, como comentários inadequados e a exclusão de mulheres de certos espaços, continuam a existir e demandam revisão.
Ainda que tenham ocorrido avanços recentes, ambos os especialistas concordam que a transformação está em andamento e que, muitas vezes, o discurso evolui mais rapidamente do que a prática. Enfrentar o machismo no esporte requer mudanças culturais, posicionamentos individuais e ações concretas, como punições dentro dos clubes de futebol. O verdadeiro desafio é não apenas aumentar a presença feminina, mas também garantir respeito, equidade e oportunidades reais em todos os níveis do jornalismo esportivo.
Confira o episódio completo:
