China impede acordo de US$ 2 bilhões da Meta devido a preocupações com segurança nacional
Meta enfrenta bloqueio chinês em aquisição de startup de IA Manus.
A ambição de Mark Zuckerberg em estabelecer a Meta como líder em inteligência artificial sofreu um revés significativo com a decisão da China de bloquear a aquisição da Manus, uma startup chinesa inovadora no setor. O bloqueio foi determinado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, que citou preocupações relacionadas à segurança nacional como justificativa para a suspensão da transação, avaliada em US$ 2 bilhões.
A Manus se destacou no cenário global ao lançar um software que se autodenomina o primeiro “agente de IA geral”, capaz de executar tarefas complexas como programação e desenvolvimento de sites com mínima intervenção humana. Este avanço tecnológico gerou grande interesse e repercussão no mercado.
O crescimento da startup foi notável, alcançando mais de US$ 100 milhões em receita recorrente em apenas oito meses, o que atraiu a atenção da Meta e de outros investidores. A rápida ascensão da Manus ilustra o potencial de inovação presente no setor de inteligência artificial, especialmente na China.
Disputa tecnológica e controle de exportação
O bloqueio da aquisição evidencia as crescentes tensões entre os Estados Unidos e a China em relação ao domínio da inteligência artificial. Apesar da transferência da sede da Manus para Singapura, suas operações de engenharia e pesquisa permanecem em Pequim e Wuhan. Para os reguladores chineses, a venda para uma empresa americana era vista como uma tentativa de transferir tecnologia estratégica desenvolvida localmente, além do controle governamental.
O cerco ao acordo já se intensificava há meses. Em março, o CEO da Manus e o cientista-chefe da empresa foram impedidos de deixar a China durante uma investigação sobre possíveis violações das normas de controle de exportação. Essa ação reflete um esforço mais amplo do governo chinês em restringir investimentos estrangeiros em setores sensíveis, orientando outras empresas locais a não aceitarem capital dos EUA sem a devida autorização.
A Meta, por sua vez, planejava integrar as tecnologias da Manus em suas plataformas sociais e ferramentas de negócios. A empresa declarou que a transação estava em conformidade com todas as exigências legais e que continua buscando uma solução adequada para o impasse.
