Tiroteio durante jantar levanta questões sobre segurança de Trump
Segurança de Trump é questionada após tentativa de ataque durante jantar com jornalistas
O esquema de segurança do presidente dos EUA foi intensamente analisado após um incidente em que um atirador tentou invadir um hotel onde Donald Trump jantava com jornalistas em Washington. As autoridades confirmaram que Trump estava entre os alvos do suspeito, que, se for comprovado, será a terceira ameaça à vida do presidente em menos de dois anos.
O homem, armado com armas de fogo e facas, disparou antes de ser contido e preso por seguranças. Este episódio ocorre em um momento crítico, com Trump se preparando para participar de eventos importantes nos próximos meses, incluindo as celebrações do 250º aniversário dos EUA e a Copa do Mundo, além de comícios para fortalecer o apoio republicano nas eleições de meio de mandato em novembro.
A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, convocará uma reunião com representantes da equipe de operações da Casa Branca, do Serviço Secreto e do Departamento de Segurança Interna. O objetivo é discutir os protocolos de segurança para as aparições públicas do presidente e avaliar a resposta ao incidente ocorrido no sábado, além de explorar opções adicionais para eventos futuros.
Fontes indicam que o Serviço Secreto já estava reavaliando seu esquema de segurança devido ao elevado número de ameaças recebidas por Trump, especialmente em meio a tensões relacionadas à guerra no Irã. A proteção do presidente é de responsabilidade primária do Serviço Secreto, que opera em um nível elevado de alerta.
As equipes de inteligência também estão revisando registros de manifestações hostis contra Trump nos últimos meses, temendo que incidentes de grande repercussão incentivem imitadores a agir. Embora a visita de Estado dos monarcas britânicos, rei Charles e rainha Camilla, programada para a próxima segunda-feira, siga como planejado, a organização de outros eventos públicos está sendo considerada mais delicada.
Entre os eventos em questão estão uma luta do UFC no gramado da Casa Branca para celebrar o 80º aniversário de Trump, partidas da Copa do Mundo e a corrida da IndyCar, que passará pela Casa Branca.
Governo defende atuação no jantar; críticos apontam falhas
Representantes do governo defenderam a resposta das forças de segurança durante o jantar com jornalistas, onde também estavam presentes agentes do FBI. O procurador-geral interino, Todd Blanche, afirmou que o sistema funcionou adequadamente, já que o suspeito mal conseguiu ultrapassar o perímetro de segurança.
O diretor do Serviço Secreto, Sean Curran, ressaltou que seus agentes, embora não fossem responsáveis pela patrulha do evento, garantiram a proteção de Trump e de outros membros do governo. Após os disparos, agentes cercaram rapidamente o presidente, que foi retirado do local em segurança.
Trump elogiou a atuação dos agentes em uma entrevista, mas parlamentares e jornalistas expressaram preocupações sobre falhas no planejamento de segurança. O suspeito conseguiu reservar um quarto no hotel e ultrapassar a camada externa de segurança com armas de fogo.
Antes do ataque, o atirador enviou uma carta a familiares zombando da segurança do hotel, que já foi palco de um atentado contra o ex-presidente Ronald Reagan em 1981. A gerência do hotel afirmou que estava operando sob rigorosos protocolos do Serviço Secreto.
O deputado Michael McCaul, presidente emérito do Comitê de Segurança Interna, sugeriu que os protocolos de segurança para Trump e o vice-presidente JD Vance devem ser reavaliados. Ele indicou que o Serviço Secreto precisa reconsiderar a presença conjunta do presidente e do vice em eventos públicos.
Kari Lake, republicana indicada por Trump para liderar a Agência dos Estados Unidos para Mídia Global, criticou a falta de exigência de identificação para entrar no hotel. A correspondente da DW, Ines Pohl, que estava presente, corroborou que o controle de segurança era insuficiente.
Especialistas, no entanto, destacaram que a resposta rápida dos agentes garantiu a segurança do presidente. O jornalista Garrett Graff e o agente aposentado do Serviço Secreto Thomas D. Quinn afirmaram que o sistema de segurança funcionou como projetado, resultando na detenção do agressor.
Mais mudanças à frente
Os planos de segurança para eventos futuros devem ser alterados. Especialistas sugerem a instalação de vidro à prova de balas em locais onde Trump se apresenta, semelhante às medidas
