PT divulga vídeo que liga Flávio Bolsonaro ao caso Master
Vídeo do PT associa Flávio Bolsonaro a escândalo do Banco Master
O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou um vídeo que visa vincular o senador Flávio Bolsonaro ao escândalo do Banco Master, levantando questões sobre sua integridade e envolvimento em práticas ilícitas.
No material divulgado, a expressão “bolsomaster” é utilizada para descrever o caso, insinuando que Flávio teria recebido uma mansão avaliada em R$ 6 milhões em Brasília como parte de um esquema corrupto. O locutor do vídeo faz acusações graves, afirmando que o senador está envolvido em um esquema de rachadinhas e lavagem de dinheiro, além de ter laços com milicianos que operavam em seu gabinete.
Contudo, é importante ressaltar que Flávio Bolsonaro não é alvo de investigações relacionadas ao Banco Master, e não existem evidências que comprovem que a mansão adquirida por ele tenha qualquer conexão com as atividades do banqueiro Daniel Vorcaro, que lidera o esquema em questão.
A propriedade em Brasília foi adquirida em 2021, com financiamento do Banco de Brasília (BRB), que começou a comprar carteiras de crédito do Banco Master apenas em 2024, com a proposta de aquisição sendo formalizada em 2025.
A assessoria do senador não se manifestou sobre o assunto até o momento, mas o espaço para resposta permanece aberto.
O vídeo foi apresentado aos apoiadores durante o 8º Congresso Nacional do PT, realizado em Brasília. O partido destacou que o Banco Master recebeu autorização para operar em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro, e que o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, fez doações significativas para as campanhas de Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
O vídeo enfatiza que o governo Bolsonaro foi responsável pela autorização do Banco Master e menciona as doações feitas por Zettel, sugerindo que há uma conexão entre esses eventos e a aquisição da mansão por Flávio Bolsonaro.
Escândalo do Banco Master gera tensões políticas
O caso do Banco Master tem sido um ponto de discórdia entre petistas e bolsonaristas, com ambos os lados trocando acusações. Embora o banco tenha sido autorizado a operar em 2019, foi durante o governo Lula que ele alcançou seu auge em 2024.
Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, prestou consultoria ao Banco Master e teve uma reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, onde foi garantido que a análise da compra do banco pelo BRB seria feita de forma técnica. Mantega afirmou que não tinha conhecimento de irregularidades na instituição no momento em que firmou o contrato.
Além disso, a equipe do ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também prestou serviços ao Banco Master, totalizando R$ 6,1 milhões. Após deixar o STF, Lewandowski retornou à advocacia e passou a atender a várias entidades, incluindo o Banco Master.
Durante o 8º Congresso, um documento com diretrizes para 2026 foi aprovado, mas não fez menção ao caso do Banco Master, apesar de ter sido discutido. O presidente do PT, Edinho Silva, justificou que os temas foram abordados, mas não foram incluídos no texto final.
