Aumento da mistura de etanol na gasolina pode impulsionar demanda em 1 bilhão de litros, afirma Unica

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Impacto das tensões geopolíticas nos preços dos combustíveis no Brasil

A recente escalada nas tensões geopolíticas tem gerado efeitos significativos sobre o mercado internacional de petróleo, refletindo diretamente nos preços dos combustíveis no Brasil.

Um levantamento realizado pelo Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara revela que, apesar de o país não estar enfrentando um risco iminente de desabastecimento, a alta global do petróleo, juntamente com fatores internos, continua a pressionar os preços da gasolina, etanol e diesel. Essa situação gera reflexos diretos no custo de vida da população.

O Núcleo de Economia está constantemente monitorando os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis para avaliar as variações nos preços dos combustíveis tanto no município quanto em todo o Brasil.

Na última sexta-feira (24), o governo brasileiro anunciou que o Conselho Nacional de Política Energética discutirá uma proposta em sua próxima reunião, agendada para o início de maio. Essa discussão ocorre em um contexto de aumento nos custos dos combustíveis fósseis, especialmente em meio ao conflito no Irã.

“A ampliação da mistura é um caminho que o Brasil já conhece e sabe operar. O etanol permite avançar na segurança energética a partir de uma solução disponível, produzida no país e em larga escala, com ganhos relevantes também do ponto de vista ambiental, ao reduzir as emissões ao longo do ciclo de vida dos combustíveis”, afirmou o presidente da Unica, Evandro Gussi.

O aumento do uso de etanol é visto como uma estratégia para reduzir a dependência de importações de gasolina, além de melhorar a previsibilidade no fornecimento de combustíveis. A expectativa é que uma mistura mais elevada de etanol impulsione a destinação da cana-de-açúcar para a produção do biocombustível e fomente a expansão do etanol à base de milho.

O setor possui capacidade instalada suficiente para atender à demanda adicional, considerando tanto o etanol de cana quanto o de milho, além das novas usinas que estão em construção. A expansão esperada do etanol de milho seria suficiente para absorver o aumento na demanda, de acordo com especialistas do setor.

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