Durigan destaca consenso em torno do Desenrola 2

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Governo avança com programa de renegociação de dívidas visando alívio financeiro para a população.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o programa de renegociação de dívidas, conhecido como Desenrola 2.0, será apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira. A expectativa é que o anúncio oficial ocorra ainda esta semana, após uma reunião com executivos de grandes instituições financeiras.

Durigan destacou que o programa oferecerá descontos de até 90% nas dívidas renegociadas. Além disso, os beneficiários poderão utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar seus débitos. Os prazos para a renegociação já foram acordados com os bancos, mas os detalhes específicos do programa serão divulgados somente após a aprovação do presidente.

O encontro contou com a participação de representantes de importantes bancos, como Itaú Unibanco, Santander Brasil, BTG Pactual, Bradesco e Nu Pagamentos, além do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Durigan afirmou que houve um consenso técnico satisfatório e que está preparado para levar as propostas ao presidente, com a esperança de que o anúncio ocorra ainda esta semana.

O programa será direcionado a indivíduos com dívidas em três tipos de crédito: cartão de crédito, crédito pessoal e cheque especial. As taxas de juros nesses segmentos variam entre 6% e 10% ao mês. O governo está exigindo que as novas taxas sejam significativamente menores do que as atualmente praticadas. Também serão estabelecidas restrições, como a proibição de apostas eletrônicas pelos beneficiários do programa.

A preocupação com o alto nível de endividamento da população é uma das prioridades do governo. Durante seu terceiro mandato, Lula já se manifestou diversas vezes sobre a importância de estimular o consumo e o crédito das famílias para impulsionar a economia. No entanto, especialistas alertam que essa medida de alívio imediato pode resultar em um aumento do endividamento a longo prazo.

O programa de renegociação, que promete juros menores e a possibilidade de pagamento integral das dívidas com o FGTS, deve ser anunciado oficialmente nesta semana e pode entrar em vigor a partir de 1º de maio.

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