Alessandro Vieira revela que escritório da esposa de Moraes ajuiza ação contra ele

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Senador Alessandro Vieira enfrenta processo por danos morais relacionado a declarações sobre escritório de advocacia.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) revelou ser alvo de um processo por danos morais, movido pelo escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, vinculado à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A ação judicial é liderada pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e pelos filhos Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, que buscam uma indenização de R$ 20 mil para cada um dos autores.

Até o momento, o escritório não se manifestou sobre o caso, e o espaço permanece aberto para comentários.

Os autores do processo alegam que Vieira ofendeu a honra e a imagem do escritório ao afirmar, em uma entrevista ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, que o escritório teria recebido dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em sua defesa, o senador argumenta que suas declarações estavam relacionadas a um fluxo financeiro sob investigação na CPI do Crime Organizado, da qual foi relator, e nega ter feito qualquer ligação direta entre o PCC e o escritório da família Moraes. Ele enfatiza: “Eu não disse isso. Está gravado. O que afirmei é que eles receberam cerca de R$ 80 milhões do Banco Master, que se revelou um grupo criminoso”.

Vieira esclarece que seu relato se referia a um possível processo de lavagem de dinheiro envolvendo um grupo que contratou os serviços do escritório, sem indicar uma conexão direta com o PCC.

Documentos da declaração de Imposto de Renda do banqueiro Daniel Vorcaro, enviados à CPI, indicam que o Barci de Moraes Sociedade de Advogados recebeu R$ 80.223.653,84 em pagamentos do Banco Master entre 2024 e 2025. Se o contrato fosse integralmente cumprido, o montante poderia alcançar R$ 129 milhões até o início de 2027.

O escritório, por sua vez, refutou as informações, alegando que são incorretas e foram vazadas de forma ilícita, ressaltando que todos os dados fiscais são sigilosos.

O senador Vieira considera que o processo movido pelos familiares do ministro do STF representa uma “tentativa de intimidação” e se insere em um contexto mais amplo de ameaças e ofensas de outros ministros, como Dias Toffoli e Gilmar Mendes, evidenciando um cenário preocupante onde uma elite se considera intocável.

Durante a entrevista em questão, realizada em 15 de março, Vieira discutiu dados obtidos pela CPI do Crime Organizado sobre as operações financeiras do Banco Master, mencionando que Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) indicam a presença de uma “lavanderia” de dinheiro.

Ele também destacou a possibilidade de movimentações financeiras ligadas ao PCC, uma organização criminosa notória, e mencionou pagamentos a autoridades de diferentes esferas, incluindo o Judiciário.

Ao detalhar, Vieira trouxe à tona a família de Moraes, afirmando que há indícios de circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros. Ele questiona a legitimidade dos serviços prestados pelo escritório de advocacia da família do ministro em relação aos valores recebidos, sugerindo que até o momento não há evidências claras de que os serviços correspondem aos pagamentos realizados.

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