Prefeitura do Rio Grande do Sul é investigada por fraudes em licitações

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Operações de combate à corrupção em Mariana Pimentel e Estrela geram apreensões e investigações.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) realizou, na última terça-feira, uma operação em Mariana Pimentel, que envolveu mandados de busca e apreensão nas sedes da prefeitura e em duas secretarias municipais, além da Procuradoria Jurídica do município. A ação visa investigar indícios de fraudes em licitações e crimes de responsabilidade.

As ordens de busca foram expedidas pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça e também se dirigiram a endereços residenciais de agentes públicos e empresários de Porto Alegre e Gravataí, resultando na apreensão de computadores e documentos. As secretarias da Saúde e da Fazenda foram as principais alvos durante a operação.

A investigações estão sob a responsabilidade da promotora Mariana de Azambuja Pires, com apoio do procurador Fábio Costa Pereira e outros promotores do MPRS, contando ainda com a colaboração de servidores e policiais do 1º Batalhão de Choque da Brigada Militar.

Em outra frente de combate à corrupção, a Polícia Federal deflagrou, no dia 24 de abril, uma operação em Estrela, no Vale do Taquari, para investigar crimes de corrupção e falsidade ideológica relacionados às eleições de 2024. Entre os alvos da ação está a prefeita Carine Schwingel, que teve seus endereços incluídos nas 13 ordens de busca e apreensão emitidas pela Justiça Eleitoral.

Durante a operação, documentos e dispositivos eletrônicos foram apreendidos para análise pericial. Além de Estrela, materiais foram coletados em Cruzeiro do Sul, onde outros servidores municipais também estão sob investigação. Até o momento, não houve prisões.

A operação recebeu o nome de “Ambitus Sidum”, que significa “em torno da estrela” em latim, refletindo a abrangência das apurações. A região, que sofreu severos impactos das enchentes de 2024, é onde os crimes teriam sido cometidos.

As investigações começaram após denúncias anônimas e a coleta de provas em uma operação anterior, chamada “Rêmora”. A Polícia Federal destacou que há indícios de que uma investigada teria utilizado aliados para nomear eleitores em cargos de confiança, solicitando transferências de domicílio eleitoral em troca de apoio político.

Além disso, as investigações revelaram práticas irregulares atribuídas à prefeita, que consistiriam na concessão de favores ou vantagens financeiras em troca de apoio político antes das eleições de 2024.

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