Legislativo de Farroupilha aprova plano de saúde para vereadores com impacto anual de até R$ 73 mil nos cofres públicos

Compartilhe essa Informação

Aprovação de projeto garante plano de saúde para vereadores de Farroupilha.

Na noite da última terça-feira (28), foi aprovado o Projeto de Lei 004/2026, que estabelece um plano de saúde para os vereadores de Farroupilha. A votação ocorreu com a presença de apenas 10 dos 15 parlamentares, e o único voto contrário foi do vereador Roque Severgnini, do PSB.

Os vereadores que apoiaram a proposta incluíram Argídio Schmitz (MDB), Fran Bonaci (PDT), Clemente Valandro (PP), Cilonei Monteiro (MDB), Glaci Silvestrin (PL), Joel Corrêa (MDB), Jorge Cenci (MDB) e Juliano Baumgarten (PSB). A presidente interina, Fernanda Correa (União Brasil), optou por não votar.

Entre os ausentes estavam Davi Almeida (PP), presidente da Câmara, Darlan de Jesus (PL) e Calebe Coelho (PP), que participaram da 25ª Marcha dos Gestores e Legislativos Municipais em Brasília. Mauricio Bellaver (PL) e Eleonora Broilo (MDB) estavam afastados por atestado médico.

Proposta e impacto financeiro

O plano de saúde cobrirá serviços médicos, clínicos, cirúrgicos, hospitalares, ambulatoriais e laboratoriais, entre outros. A adesão ao plano será facultativa, permitindo que cada vereador decida se deseja contratar o serviço. O pagamento será realizado pelos próprios vereadores, com desconto direto em folha, sem custos adicionais para o poder público.

Entretanto, Roque Severgnini levantou preocupações sobre o impacto financeiro da medida, que poderia gerar um custo de R$ 73 mil anuais aos cofres públicos. Documentos elaborados pelo chefe de contabilidade da Secretaria de Finanças do Município e pelo secretário da pasta indicam que o gasto mensal seria de R$ 6.112,14. Até o final de 2026, o total seria de R$ 55.009,27, podendo chegar a R$ 73.345,69 nos anos seguintes.

“Este plano de saúde não é só desconto em folha dos vereadores, vai ter também custos para a Câmara de Vereadores do dinheiro público, que é do cidadão. Por estas razões e também pelo fato de não ter debatido o projeto e por estarmos em apenas dois terços da Câmara, então eu votei contra, mas respeito a opinião dos demais vereadores”, afirmou o parlamentar.

Com a aprovação, o projeto entra em vigor imediatamente, pois, por se tratar de uma resolução da Câmara de Vereadores, não necessita de análise do Executivo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *