Petrobras apoia Lula, critica distribuidoras e afirma não possuir mais postos de combustíveis
Propaganda da Petrobras busca esclarecer questões sobre preços de combustíveis em meio a críticas.
Na última sexta-feira, a Petrobras lançou uma propaganda em rede nacional durante o intervalo do “Jornal Nacional”. O objetivo do anúncio é alinhar-se ao discurso do governo, defendendo a estatal contra as críticas relacionadas ao alto custo dos combustíveis.
No vídeo, a empresa destaca que não possui mais controle sobre os postos de combustíveis e atribui as margens de lucro das distribuidoras como um fator crucial para o preço final pago pelo consumidor. Essa abordagem visa informar a população sobre a atual estrutura de mercado e a dinâmica de preços.
A Petrobras também menciona a guerra no Oriente Médio como um fator que influencia a distribuição de combustíveis. A empresa assegura que, no Brasil, é possível contar com a energia da Petrobras, uma vez que o preço da gasolina para as distribuidoras não sofreu aumento desde 2024.
Embora o diesel tenha registrado um aumento de 7,18% em abril em comparação a março, acumulando uma elevação superior a 20% desde o início dos conflitos no Oriente Médio, a propaganda enfatiza que o governo está tomando medidas para conter os preços. O vídeo ressalta que, com a privatização, a responsabilidade sobre eventuais aumentos de preços não recai mais sobre a Petrobras ou o governo.
FIM DA REDE DE POSTOS
Um dos principais pontos abordados na campanha é a explicação sobre a estrutura atual da empresa. A Petrobras reitera que a operação de distribuição foi privatizada em 2021, durante a gestão do ex-presidente, quando a estatal vendeu sua participação remanescente na BR Distribuidora, agora conhecida como Vibra Energia.
A narrativa publicitária foca em esclarecer que, apesar da marca “BR” ainda estar presente em muitos estabelecimentos, a Petrobras não tem ingerência sobre a gestão, logística ou política de preços desses pontos de venda. Essa estratégia busca desfazer a percepção histórica de que a logomarca da estatal está diretamente ligada à responsabilidade pelos preços na bomba.
