Reino Unido busca solução para extinção das abelhas com uso de tijolos

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O apocalipse dos insetos e a inovação com tijolos para abelhas

A humanidade enfrenta um grave declínio na população de insetos, conhecido como “apocalipse dos insetos”. Este fenômeno, que afeta a biodiversidade e os ecossistemas, tem consequências diretas para a polinização e, consequentemente, para a produção de alimentos.

Os polinizadores, em especial as abelhas, desempenham um papel crucial na reprodução das plantas e na produção agrícola. O desaparecimento desses insetos não afeta apenas a flora, mas também a segurança alimentar global. A perda de polinizadores ameaça a própria base da cadeia alimentar e a sustentabilidade dos ecossistemas.

Bee Brick

Em resposta à urbanização e à perda de habitats, a arquitetura contemporânea no Reino Unido começou a adotar soluções inovadoras, como os tijolos para abelhas, conhecidos como Bee Bricks. Esses tijolos não apenas sustentam estruturas, mas também oferecem abrigo para abelhas, integrando a conservação da biodiversidade ao planejamento urbano.

Tijolos para abelhas

Os Bee Bricks possuem uma estrutura semelhante ao tijolo convencional, mas com 18 cavidades em sua face frontal, projetadas para abrigar abelhas. A parte traseira é sólida, evitando que insetos entrem nos edifícios. Fabricados principalmente com concreto reciclado, eles representam uma abordagem sustentável na construção civil.

A concepção dos Bee Bricks é resultado de anos de pesquisa e testes realizados por engenheiros e biólogos. Esses tijolos podem ser utilizados em novas construções, reformas ou instalados em jardins, oferecendo flexibilidade para promover a biodiversidade urbana. O conceito, desenvolvido pela empresa britânica Green&Blue, foi lançado no mercado em 2014.

Aspecto de um tijolo para abelhas. Green and Blue

Por que isso importa?

As abelhas são fundamentais para a polinização de mais de três quartos das principais culturas agrícolas do mundo. Aproximadamente um terço da produção global de alimentos depende diretamente da polinização animal. Além disso, 87,5% das plantas com flores necessitam de polinizadores para se reproduzirem.

Embora as abelhas melíferas sejam frequentemente associadas à polinização, a maioria das abelhas é solitária e não produz mel. Essas abelhas solitárias desempenham um papel vital na polinização de diversas plantas, e seu declínio pode resultar em consequências irreversíveis para a flora e a agricultura.

Contexto

No Reino Unido, cerca de 270 espécies de abelhas existem, sendo que 90% delas são solitárias. Este fenômeno não é restrito ao Reino Unido, pois a maioria das abelhas em nível global também é solitária. A perda de habitats naturais e a urbanização acelerada estão contribuindo para o declínio dessas espécies, que enfrentam desafios como o uso de pesticidas e mudanças climáticas.

Historicamente, as abelhas construíam seus ninhos em locais como madeira morta e frestas em construções antigas. Com a modernização, esses espaços se tornaram escassos, resultando na diminuição das populações de abelhas. Estudos recentes indicam que as abelhas solitárias podem nidificar em uma variedade maior de habitats do que se pensava anteriormente, sugerindo a necessidade de novas abordagens para sua conservação.

Moradia para abelhas por lei

A cidade de Brighton & Hove, no Reino Unido, foi pioneira ao tornar os tijolos para abelhas um requisito legal para novas construções. Desde 2022,

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