Trump promete assumir Cuba após ação no Irã: ‘Será quase imediatamente’

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Trump sugere ação militar contra Cuba em evento na Flórida.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o país poderia “assumir” Cuba “quase imediatamente” após o término da guerra contra o Irã, em um evento realizado na Flórida. A afirmação chamou a atenção e gerou reações diversas.

Durante o evento, Trump fez referência à origem de um dos convidados, mencionando que Cuba seria alvo de uma ação rápida dos EUA. Ele afirmou: “E ele [convidado] vem originalmente de um lugar chamado Cuba, que nós vamos assumir quase imediatamente”.

O presidente também comentou sobre a possibilidade de enviar um porta-aviões, como o USS Abraham Lincoln, para se posicionar próximo à costa cubana, enfatizando: “Cuba tem problemas. Vamos terminar uma coisa primeiro. Gosto de terminar um trabalho”.

“Vamos parar a cerca de 100 jardas [91 metros] da costa, e eles vão dizer: ‘Muito obrigado. Nós nos rendemos’”, disse Trump, provocando risadas na plateia.

Embora suas declarações tenham gerado risos, não ficou claro se essa fala representa um plano concreto ou apenas uma piada. A repercussão foi significativa, com a mídia noticiando a situação como uma tentativa de humor.

As declarações de Trump coincidem com um aumento na pressão dos Estados Unidos sobre Cuba, que recentemente enfrentou novas sanções econômicas. Desde janeiro, a ilha lida com dificuldades econômicas e energéticas, exacerbadas por um bloqueio ao envio de petróleo.

Na mesma data, o presidente americano assinou um decreto que endurece as medidas contra Cuba, visando bancos estrangeiros que mantêm relações com o país e setores estratégicos como energia e mineração. Trump reiterou que Cuba representa uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional dos EUA.

Essas sanções se somam ao embargo econômico que existe desde 1962 e às restrições mais recentes, como as limitações no fornecimento de petróleo. O anúncio das sanções ocorreu no Dia do Trabalhador, quando o governo cubano organizou manifestações em defesa da soberania nacional.

Em resposta, autoridades cubanas, incluindo o chanceler Bruno Rodríguez, criticaram as medidas, chamando-as de “coercitivas unilaterais ilegais e abusivas”. Apesar do aumento da tensão, os dois países mantêm canais diplomáticos abertos, com reuniões ocorrendo em Havana no mês anterior.

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