Irá se prepara para o confronto: diplomacia ou guerra com os EUA

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Irã pressiona EUA a escolher entre diplomacia e confronto militar

O Irã declarou que a responsabilidade de decidir entre o confronto ou a diplomacia recai sobre os Estados Unidos, afirmando estar preparado para qualquer cenário que se apresente.

O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, informou que o Irã já submeteu uma proposta ao mediador paquistanês visando encerrar permanentemente as hostilidades. Ele destacou que agora a decisão está nas mãos dos EUA.

Gharibabadi afirmou: “A bola está no campo dos EUA, que deve optar entre a via diplomática ou a continuação da abordagem confrontativa”. Ele enfatizou que o Irã está preparado para ambas as opções, priorizando a proteção de seus interesses e a segurança nacional.

O vice-ministro também expressou preocupações sobre a possibilidade de um novo conflito, afirmando que os EUA não têm respeitado promessas ou acordos anteriores.

Essas declarações surgem após o ex-presidente Donald Trump manifestar descontentamento com a nova proposta do Irã para retomar as negociações de paz.

Uma alta autoridade iraniana revelou que a proposta sugere um cessar-fogo imediato, com discussões sobre o programa nuclear a serem tratadas em um momento posterior. O plano inclui garantias de que Israel e os EUA não atacarão o Irã novamente, a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio aos portos iranianos.

O impasse diplomático se intensifica após a suspensão de uma campanha de bombardeios pelos EUA e Israel, que resultou em uma significativa interrupção no fornecimento global de energia.

Nos últimos dois meses, o Irã tem bloqueado quase todo o tráfego marítimo no Golfo Pérsico, permitindo apenas a passagem de suas próprias embarcações. Em retaliação, os EUA impuseram um bloqueio a navios que partem de portos iranianos.

Condições para a paz

Os EUA mantêm a posição de que não encerrarão a guerra sem um acordo que assegure que o Irã nunca desenvolverá armas nucleares, justificativa apresentada por Trump para os ataques iniciados em fevereiro.

O Irã, por sua vez, defende que seu programa nuclear é de natureza pacífica. Uma autoridade iraniana, sob anonimato, mencionou que a proposta de dividir as negociações — separando a crise marítima da questão nuclear — poderia facilitar um entendimento.

“Neste modelo, as negociações sobre a questão nuclear, que é mais complexa, seriam movidas para a etapa final para criar uma atmosfera mais favorável”, explicou o oficial.

O novo cronograma foi formalmente enviado aos Estados Unidos através de mediadores internacionais.

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