Três dos doze pré-candidatos à Presidência fazem críticas às urnas eletrônicas
Pré-candidatos à Presidência divergem sobre urnas eletrônicas e voto impresso em ano de eleições.
Entre os 12 pré-candidatos à Presidência da República, três se destacam por criticar as urnas eletrônicas e apoiar a implementação do voto impresso. Em maio, o Brasil celebra 30 anos do sistema de votação eletrônica, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) organiza um evento comemorativo sob a liderança da ministra Cármen Lúcia.
As urnas eletrônicas foram introduzidas no Brasil em 1996, inicialmente em um projeto piloto, e se tornaram o padrão nacional em 2000. Essa mudança acelerou a apuração dos votos e diminuiu as fraudes associadas ao voto em papel. Desde então, o sistema passou por diversas auditorias e testes de segurança, todos sem comprovações de fraudes.
Um levantamento realizado em redes sociais e declarações públicas dos pré-candidatos revela suas opiniões sobre as urnas eletrônicas e a segurança do processo eleitoral.
Aldo Rebelo (DC) defende a continuidade do uso das urnas eletrônicas, reconhecendo a desconfiança pública sobre sua segurança. Ele sugere que essa insegurança não deve ser ignorada, mas sim abordada com medidas que aumentem a proteção e reduzam vulnerabilidades.
Augusto Cury (Avante) considera as urnas eletrônicas seguras, mas admite que muitos brasileiros ainda têm dúvidas. Ele propõe a exploração de mecanismos adicionais de transparência, como auditorias, desde que não comprometam o sigilo do voto.
Cabo Daciolo (Mobiliza) tem um histórico de questionar a integridade das urnas eletrônicas, alegando fraudes sem apresentar provas. Ele sugere que, em casos de problemas, o TSE deveria adotar a votação em cédulas.
Edmilson Costa (PCB) afirma que as urnas eletrônicas são altamente seguras, utilizando tecnologia de ponta.
Flávio Bolsonaro (PL) propõe que o voto eletrônico seja impresso, permitindo a apuração manual em caso de suspeitas de fraude. Embora tenha feito declarações contraditórias sobre a segurança das urnas, ele defende a impressão como um meio de aumentar a confiança no sistema.
Hertz Dias (PSTU) critica a desconfiança em relação às urnas, apontando que o verdadeiro problema reside no controle exercido pelo capital sobre o sistema eleitoral, que perpetua a mesma classe política.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já se manifestou contra as críticas de Bolsonaro às urnas, considerando-as infundadas, enquanto em 2002 defendeu a adoção de métodos de verificação para aumentar a confiança no sistema.
Renan Santos (Missão) expressou sua desaprovação em relação aos críticos das urnas, chamando de “sabujos do voto impresso” aqueles que apoiam a desconfiança nas urnas eletrônicas.
Romeu Zema (NOVO) é um defensor do voto eletrônico e se opõe à impressão do comprovante, argumentando que a tecnologia digital é o futuro e que já existem auditorias digitais suficientes.
Ronaldo Caiado (PSD) teve uma mudança de postura em relação às urnas, inicialmente levantando dúvidas sobre sua segurança, mas posteriormente afirmando que não existem razões para desacreditar o sistema.
Rui Costa Pimenta (PCO) defende o voto em papel, alegando que as urnas eletrônicas não podem ser auditadas, uma afirmação contestada pelo TSE.
Samara Martins (UP) considera as urnas eletrônicas confiáveis e sugere que seu uso seja ampliado para plebiscitos, permitindo maior participação popular nas decisões políticas.
