Hantavírus em cruzeiro no Atlântico: sintomas e informações sobre a doença

Compartilhe essa Informação

Alerta global sobre surto de hantavírus em cruzeiro no Atlântico

Um surto de hantavírus em um cruzeiro no Atlântico gerou preocupações internacionais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, no último domingo, três mortes relacionadas ao vírus, além de um caso confirmado e cinco outros em investigação.

O surto ocorreu a bordo do navio MV Hondius, que estava realizando uma viagem da Argentina até Cabo Verde.

O que é o hantavírus e como ocorre a infecção

O hantavírus é um grupo de vírus que se transmite principalmente por roedores infectados. A infecção em humanos geralmente acontece pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais.

Isso implica que não é necessário um contato direto com o roedor. Ambientes fechados com poeira contaminada, por exemplo, já podem apresentar risco de infecção.

É importante notar que, na maioria dos casos, o hantavírus não é transmitido de pessoa para pessoa, o que minimiza o risco de uma disseminação em larga escala, como uma pandemia. A única exceção conhecida é a cepa Andes, identificada na Argentina, que possui um potencial limitado de transmissão entre humanos.

O que o hantavírus causa?

No Brasil, a principal manifestação da doença é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que afeta diretamente os pulmões e o sistema cardiovascular.

Na América, a hantavirose pode variar de uma doença febril inespecífica a quadros graves com comprometimento pulmonar e cardiovascular. Em casos críticos, pode evoluir para a Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA), levando à falência respiratória.

O vírus pode causar acúmulo de líquido nos pulmões, resultando em insuficiência respiratória aguda. Em situações graves, a evolução é rápida e pode demandar suporte intensivo.

Em outras partes do mundo, especialmente na Europa e na Ásia, a forma mais comum é a síndrome hemorrágica com comprometimento renal (HFRS), que pode ocasionar sangramentos e afetar os rins.

Onde é encontrado o hantavírus no Brasil?

No Brasil, a doença já foi registrada em diversas regiões, com maior incidência em áreas rurais. Em torno de 70% das infecções ocorrem em zonas rurais, onde há maior contato com ambientes naturais e presença de roedores.

Entre 1993 e 2024, o país registrou 2.377 casos confirmados, resultando em 937 mortes.

Sintomas iniciais e evolução do quadro de infecção por hantavírus

Na fase inicial, a hantavirose pode causar sintomas como:

  • Febre;
  • Dor nas articulações;
  • Dor de cabeça;
  • Dor lombar;
  • Dor abdominal;
  • Sintomas gastrointestinais.

Na fase cardiopulmonar, os sintomas evoluem para:

  • Febre;
  • Dificuldade de respirar;
  • Respiração acelerada;
  • Aceleração dos batimentos cardíacos;
  • Tosse seca;
  • Pressão baixa.

Estima-se que ocorram cerca de 150 mil casos anuais de hantavírus no mundo na forma de HFRS, com mais da metade desses casos ocorrendo na China. Nos Estados Unidos, foram registrados 890 casos entre 1993 e 2023.

Qual o tipo de rato que transmite a hantavirose?

No Brasil, o principal transmissor é o rato silvestre, especialmente espécies do gênero Oligoryzomys, conhecido como rato-do-mato.

Esses roedores, que vivem em áreas rurais, não apresentam sintomas, mas eliminam o vírus no ambiente por meio de urina, fezes e saliva.

Por que o surto de hantavírus em um cruzeiro chama atenção

Casos de hantavirose costumam estar associados a áreas rurais, tornando o registro em um cr

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *