Dario Durigan aponta fatores externos como causa dos juros elevados
Ministro da Fazenda destaca fatores externos como principais influências sobre juros no Brasil.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfatizou que os altos juros praticados no Brasil são majoritariamente impactados por fatores externos, como conflitos internacionais e eventos climáticos, e não apenas pela política fiscal interna.
Durante sua participação no programa Roda Viva, Durigan ressaltou que o governo busca um equilíbrio entre a responsabilidade fiscal e as demandas sociais, evitando medidas drásticas que possam comprometer a economia. Ele argumentou que a relação direta entre o déficit público e as taxas de juros elevadas não é sustentada pelos dados recentes, que mostram uma melhora gradual no resultado fiscal desde 2023, apesar da continuidade do déficit.
O ministro também mencionou que a instabilidade global e os conflitos internacionais têm um impacto significativo sobre a política monetária brasileira, com efeitos que pressionam as taxas de juros em diversos países. Para ele, esses fatores externos têm um peso maior do que a condução fiscal local.
Durigan afirmou que o governo não está buscando soluções rápidas para a questão dos juros, destacando que não há uma “bala de prata” que resolva o problema no curto prazo. A estratégia do governo, segundo ele, envolve ajustes progressivos nas contas públicas enquanto mantém políticas sociais em vigor.
Além disso, o ministro observou que a trajetória da dívida pública é diretamente influenciada pela taxa de juros, e o elevado custo da dívida deve ser analisado em conjunto com o ambiente monetário atual.
Durigan informou que o governo já implementou um esforço fiscal equivalente a cerca de 2% do PIB para melhorar o resultado fiscal, um movimento que tem sido reconhecido pelos agentes do mercado, apesar das críticas que ainda persistem.
Por fim, o ministro reiterou a necessidade de uma política econômica que harmonize investimentos sociais com disciplina fiscal, afirmando que propostas radicais não têm viabilidade política no Congresso Nacional. Ele defende que o Brasil deve avançar em um modelo que promova o crescimento econômico sem comprometer a estabilidade das contas públicas.
