Desenrola 2 é considerado “incipiente” para resolver dívidas do agronegócio, afirma FPA

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Deputado sugere uso de arrecadação de combustíveis para quitar dívidas do setor agropecuário.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), destacou que o programa federal de renegociação de dívidas, conhecido como Desenrola, não é suficiente para enfrentar a crise atual que afeta os produtores rurais.

Segundo Lupion, a recente alta no preço do diesel elevou significativamente os custos de produção, especialmente na cadeia produtiva da soja. Isso impacta diretamente o uso de máquinas e o frete, além de ter efeitos indiretos sobre insumos como fertilizantes e defensivos. Ele afirmou que o impacto é alarmante em toda a cadeia produtiva.

O endividamento do setor agropecuário já ultrapassa R$ 120 bilhões, um montante próximo ao que o governo arrecada com o aumento dos combustíveis. Lupion acredita que existe espaço fiscal para resolver essa questão e enfatizou a necessidade de priorizar o setor. “Estamos tentando mostrar ao governo que há de onde tirar recursos”, declarou.

O deputado também criticou o elevado custo do crédito rural, que supera 20% ao ano em termos reais. Esse cenário é impulsionado por taxas de juros altas e pela falta de subvenção ao seguro rural, o que, segundo ele, aumenta o risco e dificulta o acesso ao financiamento.

A combinação de crédito caro, aumento de custos e insegurança tem reduzido a capacidade de investimento dos produtores. Lupion citou a queda de 22% nos pedidos de máquinas agrícolas na última Agrishow como um sinal claro de retração no setor.

Além disso, o deputado defendeu a necessidade de medidas que aumentem a competitividade dos biocombustíveis no projeto em discussão na Câmara. Ele acredita que incentivar a produção de etanol e biodiesel pode estimular a agropecuária e diminuir a dependência de combustíveis fósseis.

Lupion também mencionou que a Frente Parlamentar da Agropecuária está articulando a votação de propostas prioritárias para o setor, incluindo um novo marco para o seguro rural e mudanças nas regras de crédito. Ele destacou a importância de criar uma pauta específica para o agro no plenário da Câmara.

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