Eduardo Bolsonaro será candidato a senador como suplente de André do Prado
Eduardo Bolsonaro anuncia candidatura a suplente no Senado ao lado de André do Prado.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais para informar que disputará uma vaga como suplente no Senado nas próximas eleições. A chapa terá como titular o deputado estadual André do Prado, atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), também do PL.
Eduardo justificou sua escolha afirmando que o capital político de Prado é fundamental para o projeto. Ele destacou a importância da união de forças para representar adequadamente pautas essenciais, como a defesa da liberdade. A segunda suplência será ocupada pelo ex-prefeito de Holambra, Fernando Godoy.
O ex-parlamentar acredita que André Prado possui a musculatura política necessária para fortalecer a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Ele ressaltou a trajetória de 32 anos de Prado na vida pública e sua habilidade em articular projetos relevantes na Alesp, especialmente aqueles de interesse do governador Tarcísio de Freitas.
Eduardo também mencionou que a escolha de Prado visa agregar apoio partidário e eleitoral ao projeto de Flávio Bolsonaro para 2026, reforçando que essa é sua principal missão enquanto se encontra no exterior.
Chapa paulista
André do Prado conta com o apoio do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e integrará a chapa do governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição pelo Republicanos. A segunda vaga ao Senado está sendo disputada pelo deputado e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, do PP.
A escolha por Prado ocorreu após uma disputa interna no PL paulista, onde Eduardo agradeceu aos demais candidatos que se apresentaram para a vaga, como Mario Frias, Gil Diniz e Sonaira Fernandes, entre outros. Ele enfatizou a importância da colaboração entre todos na construção de um novo país.
Campanha à distância
Eduardo Bolsonaro enfrenta desafios eleitorais, pois está residindo nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e não pretende retornar enquanto houver inquéritos e ações contra ele no STF. Por esse motivo, não pode concorrer a um novo mandato como deputado ou titular no Senado, mas poderá coordenar sua campanha à distância como suplente.
O ex-deputado foi cassado devido a faltas em Plenário, mas continua elegível. No entanto, ele enfrenta o risco de inelegibilidade até a data das eleições, uma vez que responde por coação no processo que resultou na condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, por golpe de Estado, com o processo se aproximando da conclusão.
