Startup brasileira Enter se torna o primeiro unicórnio de IA da América Latina

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Enter se torna o primeiro unicórnio de IA da América Latina com avaliação de US$ 1,2 bilhão.

A Enter, uma startup brasileira que utiliza inteligência artificial para estruturar estratégias jurídicas em larga escala, alcançou um marco significativo ao se tornar o primeiro unicórnio de IA da América Latina. A empresa superou a avaliação de US$ 1 bilhão, destacando-se como o primeiro unicórnio do Brasil desde 2024.

Esse feito é resultado de um faturamento impressionante, com a captação de R$ 500 milhões em uma rodada de investimento série B, elevando sua avaliação para US$ 1,2 bilhão, mais que o triplo do valor registrado em 2025.

Futuro da unicórnio

Com a nova avaliação, o fundador e CEO Mateus Costa-Ribeiro anunciou a criação do conselho institucional da Enter, que contará com renomados conselheiros, incluindo Luciano Huck, o Ministro Barroso, ex-presidente do Supremo, e Roberto Quiroga, fundador e ex-CEO do Mattos Filho.

A conquista também representa a entrada de novos investidores, como a Kaszek e a Ribbit Capital, além de investidores já existentes, como Sequoia Capital, OneVC e Atlantico. O portfólio combinado desses fundos inclui empresas de destaque como SpaceX, OpenAI, Anthropic, Apple e Google.

Os novos recursos serão direcionados para pesquisa, desenvolvimento de produtos, contratações e infraestrutura, com a meta de aumentar a equipe para 200 funcionários, incluindo a adição de 80 engenheiros.

De advogado nos EUA a fundador de unicórnio

A Enter, que se concentra na automatização do contencioso empresarial, surgiu em 2023, quando Costa-Ribeiro decidiu deixar sua carreira como advogado nos Estados Unidos e um mestrado na Harvard Law School para empreender. Ao seu lado, outros dois cofundadores, Michael Mac-Vicar, ex-CTO da Wildlife, e Henrique Vaz, também se uniram ao desafio.

“Eu segui a minha intuição, abandonei algo seguro e ótimo para correr atrás do incerto e excepcional”, comenta o CEO.

A plataforma da Enter combina modelos de linguagem de grandes empresas de IA, como OpenAI, Anthropic e Google, com bases de dados proprietárias, operando com volumes expressivos de mais de 300 mil casos por ano e cerca de 20 bilhões de tokens processados diariamente.

Seu modelo de receita é inovador, combinando pagamento antecipado pelo uso da tecnologia com uma parcela variável atrelada ao desempenho, onde aproximadamente 30% depende do sucesso nas ações.

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