Frente do Biodiesel retoma pressão por aumento da mistura de 16% no diesel

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Governo adia discussão sobre aumento da mistura de biodiesel no diesel convencional.

A análise do aumento da mistura de biodiesel no óleo diesel foi adiada para 11 de maio, após uma reunião prevista para 7 de maio não ocorrer.

A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) defende a elevação do percentual de 15% (B15) para 16% (B16) na mistura do biodiesel. A proposta será discutida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que adiou sua reunião para a próxima semana.

O presidente da FPBio, deputado Alceu Moreira, destacou que o Brasil possui as condições necessárias para implementar essa mudança. Segundo ele, o país conta com escala produtiva, tecnologia e uma cadeia consolidada que pode atender à demanda sem afetar o abastecimento ou os preços.

Moreira acredita que a adoção do B16 aumentará a competitividade dos biocombustíveis nacionais, ajudando a controlar os preços e a reduzir as importações. Isso é especialmente relevante em um cenário de instabilidade no mercado internacional de petróleo.

A Frente Parlamentar confia nas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que indicou que o governo está a favor do aumento da mistura obrigatória. O Ministério de Minas e Energia também confirmou que a proposta seria analisada na próxima reunião do CNPE.

A mudança na mistura implica em um aumento do teor de biodiesel no diesel convencional. A Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro de 2024, estabelece que essa ampliação deve ser gradual, desde que viável tecnicamente. O CNPE já havia alterado a mistura obrigatória de 14% para 15% em junho do ano passado, mas o avanço para o B16 foi adiado.

Se aprovada, a mudança exigirá a realização de testes adicionais pelo Ministério de Minas e Energia.

O aumento da mistura beneficiaria o setor de biocombustíveis e o agronegócio, uma vez que a maior parte do biodiesel no Brasil é produzido a partir de óleos vegetais, como o de soja.

Este debate ocorre em um contexto de alta nos preços do diesel convencional, que estão sendo impulsionados pelo aumento do preço do barril de petróleo Brent, afetado pelo conflito entre Estados Unidos e Israel e Irã, que já dura quase três meses.

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