Polícia detém empresária acusada de tortura contra empregada doméstica grávida no Maranhão
Empresária é presa por agressão e tortura a empregada doméstica grávida no Maranhão
A Polícia Civil realizou a prisão de uma empresária em Teresina, Piauí, na manhã desta quinta-feira, 7, sob a acusação de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos, que estava grávida, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís, Maranhão.
A prisão foi decretada pela Justiça do Maranhão na noite de quarta-feira, 6, com o objetivo de assegurar a proteção da vítima, manter a ordem pública e garantir o andamento adequado da investigação. O Tribunal de Justiça também autorizou a busca e apreensão de materiais relacionados ao caso, incluindo a extração de dados de dispositivos eletrônicos da suspeita.
O caso está sendo investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. A vítima relatou em boletim de ocorrência que foi agredida após ser acusada de furtar um anel da patroa. Durante as agressões, ela sofreu puxões de cabelo, socos e foi arremessada ao chão, mesmo estando grávida de cinco meses. Os incidentes ocorreram no dia 17 de abril.
Segundo a jovem, as torturas começaram enquanto ela tentava encontrar o anel, e mesmo após localizá-lo em um cesto de roupas sujas, as agressões continuaram. A vítima também declarou que foi ameaçada de morte caso decidisse denunciar as agressões às autoridades.
Áudios que foram divulgados por uma emissora local mostram a empresária comentando sobre a situação, revelando a participação de um homem armado que teria ido à sua casa para intimidar a empregada. Nos áudios, ela menciona que agrediu a jovem e descreve os ferimentos que sofreu nas mãos durante as agressões.
Em uma das gravações, a empresária diz: “Tapa e tapa, menina, dei. Gente, eu dei tanto que minha mão tá inchada. Até hoje, meu dedo chega ‘tá roxo’”.
Além disso, ela relata que uma viatura policial chegou à sua residência, mas afirma que não foi levada à delegacia porque o policial que atendeu a ocorrência era seu amigo. O agente teria informado que, caso não fosse por ele, a empresária seria conduzida para averiguação, já que a vítima apresentava diversos hematomas. A empresária teria respondido que “era para ter ficado mais, não era nem para ter saído viva”.
A empresária também registrou um boletim de ocorrência, alegando que o anel foi encontrado na bolsa da doméstica e que a funcionária teria fugido ao acionar a polícia.
De acordo com a Polícia Civil, a empresária possui mais de dez processos judiciais em seu histórico. Em um deles, ocorrido em 2024, ela foi condenada por calúnia após acusar a ex-babá de seu filho de roubar uma pulseira de ouro.
A advogada da empresária confirmou a prisão e afirmou que sua cliente cumprirá todas as ordens judiciais. Ela explicou que a mulher estava no Piauí para deixar o filho sob os cuidados de familiares, uma vez que não tinha parentes no Maranhão.
