Haddad afirma que Lula não adotará medidas populistas como Bolsonaro para conquistar votos

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Haddad defende governo Lula e critica adversários em evento em São Paulo.

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não adotará medidas eleitorais para garantir a reeleição em 2026. As declarações foram feitas durante um evento promovido pelo Instituto FHC, em São Paulo.

Haddad destacou que o presidente não se deixará levar por “populismo barato”, refutando críticas da oposição que sugerem que Lula poderia seguir os passos de Jair Bolsonaro em busca de votos. Ele enfatizou que Lula não acredita nesse tipo de estratégia e que não fará promessas vazias para conquistar apoio.

O termo “pacotes de bondades” tem sido utilizado por opositores para criticar ações do governo que aumentam gastos ou oferecem benefícios sociais com viés eleitoral. Haddad, no entanto, defendeu que as políticas públicas implementadas pelo governo têm um caráter estruturante, visando melhorias duradouras na sociedade.

O ex-ministro também abordou a importância do equilíbrio fiscal, afirmando que ajustes nas contas públicas devem ser realizados de forma justa e razoável. Ele mencionou a resistência de alguns setores da esquerda em aceitar limites de gastos, argumentando que a recomposição do superávit é essencial para a saúde financeira do país.

Haddad criticou a “sangria” nas contas públicas que ocorreu em 2022, atribuindo-a a um cenário de derrota iminente do governo anterior. Ele ressaltou que essa situação foi amplamente coberta pela mídia, mas que a narrativa parece ter sido esquecida.

Em relação ao governo paulista, Haddad comentou que a administração de Tarcísio de Freitas minimiza o apoio da União ao Estado, afirmando que esse apoio foi crucial para a situação fiscal de São Paulo. Ele destacou que, sem esse suporte, o Estado enfrentaria dificuldades financeiras significativas.

O ex-ministro também criticou a visão de Tarcísio sobre o pacto federativo, ressaltando que houve um fluxo significativo de recursos da União para o Estado, incluindo a renegociação de dívidas e a retomada de programas sociais importantes. Para Haddad, a oposição à PEC da Segurança Pública foi um erro, uma vez que algumas políticas são de interesse do Estado, independentemente do governo em exercício.

As declarações de Haddad ocorrem em um contexto de embate na área econômica com o governador Tarcísio, que já havia rebatido críticas do ex-ministro, alegando que Haddad “quebrou o Brasil” durante sua gestão federal. Tarcísio expressou indignação ao ver Haddad questionar a política fiscal do Estado, defendendo seu legado e criticando a atual administração federal.

Recentemente, pesquisas de intenção de voto indicam que Tarcísio lidera a disputa estadual, superando Haddad nas preferências dos eleitores. Em simulações, o governador aparece com 49% das intenções, enquanto Haddad registra 32%, com um percentual considerável de indecisos e votos nulos.

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