Safra de morango no Rio Grande do Sul apresenta avanço e boa sanidade, segundo Emater
A produção de morangos no Rio Grande do Sul está em pleno desenvolvimento, com lavouras saudáveis.
A cultura do morango apresenta um bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com a produção em andamento nas principais regiões produtoras. A predominância de dias ensolarados tem favorecido a sanidade das lavouras.
A baixa temperatura e a geada observada no final de abril não causaram prejuízos significativos na emissão de flores, no pegamento ou no amadurecimento dos frutos.
Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita ainda ocorre em pequeno volume, concentrando-se em lavouras com um ano de plantio. Os primeiros frutos de plantas inseridas em fevereiro e março, oriundas da Espanha, já começaram a ser retirados. A menor oferta nesta época está relacionada à genética das plantas e ao período de renovação nos ambientes de cultivo.
Em Pelotas, os produtores estão na fase de implantação das primeiras mudas recebidas, as quais apresentam um desenvolvimento considerado adequado. Além disso, os trabalhos de limpeza de mudas de anos anteriores e a reforma de estufas estão em andamento, juntamente com a preparação de novas estruturas. Em Santa Maria, o preparo de canteiros avança tanto para cultivo a campo quanto em bancada, utilizando mudas adquiridas no comércio local e também importadas do Chile.
Na região de Santa Rosa, a cultura está em fase de transplante de mudas novas, em sua maioria importadas da Patagônia argentina e da Espanha. As plantas remanescentes da safra anterior estão apresentando baixa produtividade. Já em Soledade, as chuvas e a alta nebulosidade têm prejudicado o crescimento das mudas recém-transplantadas e das plantas de segunda safra que estão em fase vegetativa e reprodutiva.
As condições de luminosidade e umidade variam entre as regiões, impactando o desempenho da cultura. Onde o tempo firme predominou, a sanidade e a evolução do pomar foram melhores. Nas áreas com excesso de nebulosidade e chuvas, o desenvolvimento foi mais lento, o que pode influenciar no ritmo de formação das novas áreas.
Conforme o boletim técnico, a tendência a curto prazo é de continuidade na implantação e renovação das lavouras nas principais regiões produtoras. No entanto, não há dados sobre a área total cultivada ou o volume estadual de produção para o morango nesta atualização.
