Jovem brasileira de 16 anos cria pele artificial que acelera regeneração celular e trata queimaduras graves
Inovação brasileira na medicina transforma o tratamento de queimaduras graves
Uma jovem de 16 anos está revolucionando a forma como a medicina aborda o tratamento de queimaduras severas. A partir de um projeto escolar, ela desenvolveu uma proposta de pele artificial que promete transformar a regeneração celular.
A ideia inovadora surgiu no ambiente escolar e rapidamente ganhou reconhecimento internacional. Em 2025, a estudante foi premiada na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior feira científica estudantil do mundo, realizada em Columbus, Ohio. O projeto rendeu à jovem o Prêmio Mary Kay Inc., no valor de US$750, destacando a pesquisa brasileira em um dos principais eventos científicos globais.
O ponto de partida da pesquisa foi a observação dos desafios enfrentados na saúde pública, especialmente no uso de enxertos de pele. Esses procedimentos, essenciais no tratamento de queimaduras de segundo e terceiro grau, são frequentemente caros, apresentam risco de rejeição e dependem de doadores, limitando o acesso em muitos sistemas de saúde. Motivada por essas questões, a estudante começou a explorar o uso de polímeros na medicina regenerativa, visando criar um material que servisse como suporte para a regeneração celular e, em casos mais graves, atuasse como um substituto térmico permanente.
O objetivo era desenvolver uma solução mais eficaz, acessível e menos invasiva para a regeneração da pele em pacientes com queimaduras graves. A jovem conseguiu criar uma tecnologia de pele artificial que pode acelerar o processo de cicatrização e reduzir o tempo de recuperação dos pacientes, abrindo novas possibilidades para tratamentos mais eficientes.
Quando iniciou o projeto, a estudante ainda era aluna do 2º ano do Ensino Médio na Escola Santa Teresinha, em Imperatriz, Maranhão. Sob a orientação de seu professor e com o apoio de iniciativas que promovem a ciência entre os jovens, ela integrou a delegação brasileira na ISEF 2025, evento que contou com mais de mil projetos de cerca de 60 países. Essa conquista não apenas destaca o talento da jovem, mas também a crescente importância da inovação científica no Brasil.
