Touro premiado em rodeios é apreendido em operação contra o PCC

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Polícia Civil de São Paulo realiza a Operação Caronte contra lavagem de dinheiro do PCC.

A Polícia Civil de São Paulo, em conjunto com o Ministério Público, desencadeou na última sexta-feira (8) a Operação Caronte. A ação visa desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro associado ao crime organizado e ao tráfico internacional de drogas, supostamente liderado pelo PCC.

As operações ocorreram em oito cidades do estado, resultando na apreensão de veículos, dinheiro, animais como cavalos e bois, além do bloqueio de R$ 10 milhões em bens e contas bancárias dos investigados.

Um dos animais apreendidos foi o touro “Império”, que figura entre os principais competidores no ranking da Confederação Nacional de Rodeio (CNAR), destacando-se por sua notoriedade no circuito de rodeios do Brasil.

As investigações, conduzidas pelo Departamento de Polícia Judiciária de Campinas (Deinter-2) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), revelaram que empresas nos setores de transporte e rodeios eram utilizadas para movimentar recursos de origem ilícita. A estratégia incluía sócios “laranjas” para conferir uma aparência de legalidade ao dinheiro.

Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.

As investigações apontaram ligações de Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, com as empresas investigadas. Ele exibia um patrimônio milionário nas redes sociais, que não condizia com a renda oficialmente declarada.

Seu filho, Mateus Magrini, também é alvo da operação. As apurações indicam que ele teria movimentado recursos ilícitos por meio de uma empresa do ramo musical. Mateus já havia sido alvo da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, em colaboração com o MC Ryan, associado como ex-enteado de “Diabo Loiro”.

As investigações revelaram movimentações financeiras que não condizem com os rendimentos declarados pelos suspeitos. Um dos alvos da operação já havia sido preso preventivamente no ano anterior, durante uma investigação do Gaeco de Campinas sobre um suposto plano de uma facção criminosa para assassinar um promotor de Justiça.

O nome “Operação Caronte” remete ao personagem da mitologia grega que conduzia as almas ao submundo de Hades, simbolizando a travessia entre o mundo dos vivos e o dos mortos, assim como a transição de recursos ilícitos para a legalidade.

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