Apple e Intel firmam acordo preliminar para produção de chips com apoio de Trump

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Apple e Intel firmam acordo preliminar para produção de chips

A Apple e a Intel chegaram a um acordo preliminar para que a fabricante de semicondutores produza parte dos chips utilizados em dispositivos da Apple. As negociações entre as duas empresas estavam em andamento há mais de um ano e resultaram em um acordo formal nos últimos meses.

Embora os detalhes exatos sobre quais produtos da Apple receberão os chips da Intel ainda não estejam definidos, a empresa de Cupertino vende mais de 200 milhões de iPhones anualmente, além de milhões de iPads e computadores Mac. Essa parceria pode representar uma mudança significativa na cadeia de suprimentos da Apple, que atualmente depende da TSMC para a fabricação de seus chips.

A Intel, que tem enfrentado desafios em suas divisões de desenvolvimento e fabricação de chips, busca revitalizar seus negócios sob a liderança de Lip-Bu Tan. O executivo foi contratado com a promessa de reverter o desempenho abaixo do esperado da empresa e já iniciou mudanças significativas na alta administração.

Recentemente, a Intel também recebeu um investimento significativo do governo dos Estados Unidos, que adquiriu uma participação de 10% na empresa. Essa ação foi parte de uma estratégia para fortalecer a indústria de semicondutores no país e garantir a competitividade da Intel frente a rivais como TSMC e Samsung.

O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, teve um papel ativo em promover a colaboração entre a Apple e a Intel, realizando reuniões com executivos de ambas as empresas, incluindo Tim Cook. Com o novo acordo, a Intel agora conta com parcerias com algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo.

Nos últimos anos, a Intel perdeu espaço no mercado de semicondutores, mas a recente recuperação e os novos acordos podem sinalizar uma mudança positiva. A empresa está investindo em novas tecnologias e ampliando sua capacidade de fabricação, o que pode ajudá-la a atender à crescente demanda por chips, especialmente no setor de inteligência artificial.

Além disso, a Apple enfrenta pressões para diversificar sua cadeia de fornecedores, especialmente devido à escassez de chips avançados que afetou sua capacidade de atender à demanda por produtos como iPhones e Macs. O CEO Tim Cook já alertou que essa situação pode persistir, impactando o equilíbrio entre oferta e demanda de diversos modelos.

Embora a Apple tenha utilizado processadores da Intel em seus computadores pessoais até 2020, quando começou a desenvolver suas próprias CPUs baseadas na arquitetura ARM, a nova colaboração pode abrir novas possibilidades para ambas as empresas. A expectativa é que essa parceria fortaleça a posição da Intel no mercado e ofereça à Apple uma alternativa viável para a fabricação de seus chips.

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