RS avança na descarbonização durante a Gramado Summit

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Rio Grande do Sul avança em sua agenda climática na Gramado Summit.

A Gramado Summit 2026 foi o palco escolhido pelo Governo do Rio Grande do Sul para apresentar os avanços na política de descarbonização do Estado. O evento, que reúne empreendedores e líderes de inovação, destacou a importância da transição para uma economia de baixo carbono como uma estratégia competitiva e de atração de investimentos.

Durante o painel intitulado “Descarbonização agora: o Estado em compromisso com a agenda climática”, a secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, enfatizou que a agenda climática deve ser encarada como parte de uma nova estratégia de desenvolvimento econômico. O governo busca alinhar sustentabilidade, inovação e crescimento em um cenário global que exige a redução de emissões.

A escolha do evento para o anúncio é simbólica, representando uma mudança de paradigma. A descarbonização não é mais vista apenas como uma obrigação regulatória, mas sim como uma oportunidade de inovação e competitividade no mercado global.

Kauffmann apresentou dados significativos do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (IEGEE), que revelou uma redução de 26,8% nas emissões líquidas e 23,1% nas emissões brutas no período de 2021 a 2023. Esses números não só são um indicativo técnico, mas reposicionam o Estado na governança climática brasileira.

O inventário foi desenvolvido em parceria com organizações reconhecidas e reflete a adoção de padrões globais de mensuração, o que é essencial para atrair investimentos sustentáveis. A secretária destacou que a agenda climática gaúcha se transformou em uma política consolidada.

“O Rio Grande do Sul tem avançado de forma consistente na construção de uma agenda climática estruturada, baseada em dados, planejamento e ações concretas”, afirmou Kauffmann. “Nosso objetivo é produzir com sustentabilidade e responsabilidade, promovendo o desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental.”

Esse compromisso está embasado no Proclima2050, que orienta as ações do Estado rumo à neutralidade de carbono até 2050, funcionando como um eixo de governança para as decisões relacionadas à mitigação de impactos e financiamento verde.

Entre as iniciativas destacadas, estão o Programa ABC+ RS, voltado à agropecuária de baixa emissão, e o Proveg-RS, que foca na recuperação da vegetação nativa, além de ações para a redução do desmatamento no Bioma Pampa. A agenda energética do Estado também foi ressaltada, com estímulos à produção de biogás, biometano e ao desenvolvimento da cadeia do hidrogênio verde.

A mensagem é clara: o Rio Grande do Sul deseja ser um protagonista no mercado climático internacional, transformando a política climática em uma vantagem competitiva. A corrida global pela descarbonização está mobilizando trilhões de dólares em novos investimentos, e o Estado busca atrair capital e inovações.

O Plano Rio Grande, liderado pelo governador Eduardo Leite, foi citado como um esforço para reconstruir e preparar o Estado diante dos novos desafios ambientais. A agenda climática, antes preventiva, agora é estrutural, refletindo a seriedade com que o governo aborda as questões ambientais.

Marjorie Kauffmann finalizou sua apresentação destacando a importância da colaboração entre governo, empresas e sociedade para o sucesso da transição. “A transição para uma economia de baixo carbono exige compromisso coletivo e articulação entre diferentes setores”, concluiu.

Com essa abordagem, o Estado reafirma sua posição de que descarbonizar é também uma forma de competir no cenário global.

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