NTT Data promove avanço da inteligência artificial corporativa com autonomia assistida

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A inteligência artificial transforma o cenário corporativo com foco em governança e responsabilidade

A inteligência artificial (IA) se consolidou como uma força transformadora nas empresas, deixando de ser uma promessa distante. Em um ambiente de negócios marcado pela velocidade e pela volatilidade, a questão central não é mais se as empresas devem adotar IA, mas como utilizá-la para fortalecer a tomada de decisões, mantendo controle, ética e responsabilidade.

A NTT Data, uma consultoria de tecnologia, destacou em um encontro recente que, apesar da presença da IA em muitas organizações, seu impacto ainda não é plenamente reconhecido. Apenas 12% das empresas são consideradas líderes em maturidade de IA operacional, enquanto 80% ainda não relatam resultados significativos. Além disso, estima-se que até 2025, 42% dos projetos de IA serão abandonados devido à falta de transformação operacional anterior.

Daniela Griecco, head de Data & Analytics da NTT Data, enfatiza que a rápida evolução tecnológica contrasta com estruturas empresariais que ainda operam sob paradigmas de estabilidade. Ela alerta que processos rígidos e dados fragmentados tornam a IA menos estratégica e mais um experimento, resultando em ganhos pontuais e dificuldades em demonstrar retorno sobre investimento.

Autonomia não é ausência de controle

A nova fronteira da IA nas empresas envolve a autonomia orquestrada por humanos. Bruno Magalhães, head de Business Process Services da NTT Data, explica que essa abordagem não implica em decisões críticas tomadas sem supervisão. Em vez disso, busca-se criar sistemas que operem dentro de limites estratégicos definidos, com governança humana clara.

A autonomia responsável requer mecanismos de rastreabilidade, auditoria e supervisão dinâmica. As decisões devem ser classificadas de acordo com seu nível de risco, demandando diferentes graus de supervisão. A confiança nas decisões automatizadas deve ser fundamentada na transparência sobre quem decidiu, com base em quais dados e regras.

Os executivos ressaltam que a autonomia assistida por humanos é crucial. A confiança não deve vir apenas da tecnologia, mas da clareza sobre o processo decisório. Algumas empresas adotam a prática de tratar as respostas da IA como pontos de partida para o raciocínio humano, mantendo a responsabilidade sobre a avaliação final.

O objetivo estratégico é ampliar o julgamento humano, permitindo que a IA acelere análises e sugira soluções. Contudo, cabe aos líderes definir os propósitos e limites éticos da tecnologia. A NTT Data argumenta que a adoção eficaz da IA requer uma mudança significativa na gestão e nas equipes, passando de uma administração de processos para a governança de sistemas de decisão.

Iniciar pela automação simples pode ser insuficiente. As empresas devem identificar problemas relevantes e mensuráveis, que tenham um impacto estratégico, para desenhar projetos de IA com indicadores claros. Isso permite medir resultados e transformá-los em retornos concretos.

A tecnologia sozinha não é suficiente para essa transformação. Investimentos em capacitação dos colaboradores, cultura de experimentação e formação de líderes são essenciais. Embora muitas empresas invistam em IA, apenas uma fração se considera madura na integração da tecnologia aos processos de trabalho.

Até 2030, a NTT Data prevê que as tecnologias necessárias para essa evolução estarão amplamente disponíveis. A diferença estará na criatividade humana e na capacidade de governança. Copilotos generativos e sistemas autônomos devem se tornar parte integrante das operações. Assim, o futuro das empresas será moldado não apenas pela adoção da IA, mas pela habilidade de combiná-la com visão e responsabilidade.

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