Novo fenômeno El Niño deve afetar clima no Rio Grande do Sul a partir do próximo semestre
Comitê Científico aponta fenômeno “El Niño” e recomenda preparação no Rio Grande do Sul.
Nota técnica divulgada pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do Plano Rio Grande indica a ocorrência de um novo fenômeno “El Niño” no próximo semestre, que pode impactar significativamente o clima no Rio Grande do Sul.
Segundo o colegiado, é esperado que os gaúchos enfrentem chuvas acima da média na primavera e temperaturas atípicas durante o inverno. No entanto, ainda não é possível prever se as consequências serão menores, similares ou mais severas do que as do evento de maio de 2024.
Um prognóstico mais preciso depende de análises adicionais e do desenvolvimento da situação nos meses seguintes. O grupo de especialistas ressalta que, independentemente da intensidade, haverá impactos na população e nas atividades do Estado.
O inverno no Hemisfério Sul ocorre entre 21 de junho e 22 de setembro, seguido pela primavera, que vai até 21 de dezembro. Durante esse período, a interação do “El Niño” com o clima pode intensificar eventos meteorológicos extremos.
Embora o “El Niño” não cause diretamente desastres, ele aumenta a probabilidade de fenômenos como chuvas intensas, tempestades, inundações e deslizamentos de terra. A nota técnica recomenda a atualização dos planos de contingência, enfatizando a necessidade de uma gestão pública bem estruturada e comunicativa.
Intitulada “Nota Técnica nº 3”, a publicação disponível na página da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia, explica que o “El Niño” é um fenômeno natural do Oceano Pacífico tropical, caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas equatoriais, que afeta o clima globalmente.
O uso de monitoramento integrado e prognóstico probabilístico é fundamental para que municípios e setores produtivos possam tomar decisões preventivas. Apesar das limitações na previsão exata de chuvas, a previsão sazonal pode ajudar na adaptação de rotinas operacionais e na mitigação de danos.
Meteorologistas qualificados para previsão de tempo severo desempenham um papel crucial na gestão de riscos. Assim, é essencial que a gestão pública e a Defesa Civil revisem seus planos de ação e contingência, garantindo a preparação da infraestrutura para assegurar a continuidade dos serviços essenciais.
Por fim, a nota enfatiza que a adoção dessas diretrizes é uma estratégia vital para prevenir perdas humanas e socioeconômicas. Além dos aspectos operacionais, é imprescindível garantir uma comunicação clara e acessível à população sobre os riscos e orientações em caso de eventos extremos.
