Israel anuncia libertação do ativista brasileiro Thiago Ávila neste sábado

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Israel anunciará a libertação de dois ativistas neste sábado.

Israel libertará neste sábado dois ativistas, o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, que faziam parte da última flotilha para Gaza. Após a libertação, eles serão entregues às autoridades migratórias israelenses para serem expulsos do país, conforme informado pela ONG Adalah, que representa os ativistas.

A Adalah comunicou que a agência israelense de segurança interna, Shabak, notificou a equipe jurídica sobre a libertação dos dois ativistas. No entanto, a organização também destacou que eles permanecerão sob custódia até serem formalmente expulsos.

Os governos do Brasil e da Espanha expressaram indignação em relação às detenções e solicitaram, junto à ONU, a imediata libertação dos ativistas. A ONG Adalah se comprometeu a monitorar o caso de perto, assegurando que a libertação ocorra conforme planejado, seguida da expulsão nos próximos dias.

Na última terça-feira, um tribunal israelense havia decidido prorrogar a detenção de ambos até domingo, permitindo à polícia mais tempo para interrogá-los. Os advogados dos ativistas recorreram dessa prorrogação, mas o pedido foi negado por um tribunal na quarta-feira.

As autoridades israelenses acusam Ávila e Abu Keshek de terem vínculos com o movimento islamista Hamas, alegação que os ativistas negam veementemente. A Adalah denunciou que eles foram “detidos ilegalmente por Israel há mais de uma semana” e mantidos em condições punitivas, incluindo isolamento total, durante toda a detenção, apesar da natureza civil de sua missão.

Além disso, os dois ativistas realizaram uma greve de fome como forma de protesto, com Abu Keshek intensificando a ação ao se recusar a ingerir água em uma das noites da detenção. As autoridades israelenses, por sua vez, negaram qualquer acusação de maus-tratos.

Ávila e Abu Keshek foram capturados no dia 30 de abril pelo exército israelense próximo à costa de Creta, juntamente com cerca de 175 ativistas de diferentes nacionalidades, que foram posteriormente libertados na Grécia. A flotilha, que partiu de países como Espanha, França e Itália, tinha como objetivo levar ajuda humanitária a Gaza, que enfrenta severas restrições de acesso, mesmo com um frágil cessar-fogo em vigor desde outubro entre Israel e Hamas.

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