Nenshad Bardoliwalla, da ServiceNow, alerta que a falta de investimento em IA pode resultar em perda de espaço no mercado
A adaptação à inteligência artificial é urgente para as empresas
A janela de adaptação das empresas ao novo ciclo da inteligência artificial (IA) é mais curta do que qualquer outra tecnologia já oferecida ao mercado corporativo. Essa afirmação reflete a urgência de investimentos em IA combinada com governança, sob pena de as organizações perderem espaço rapidamente no mercado.
Executivos alertam que as empresas que não investirem em IA não serão competitivas e ficarão para trás em um ritmo impressionante. Diferente de inovações passadas, como computadores pessoais e celulares, a adoção da IA está ocorrendo em tempo real, exigindo uma resposta imediata das organizações.
A era do equivalente digital
Historicamente, mudanças tecnológicas em massa transformaram o mundo. Inovações como a prensa de Gutenberg e o computador pessoal foram marcos que, segundo especialistas, abriram novas oportunidades econômicas e redefiniram empregos. A IA está posicionada para ser a próxima grande mudança, prometendo expandir significativamente as oportunidades e transformar o mercado de trabalho.
Apesar de décadas de investimentos em sistemas de gestão e ferramentas de produtividade, muitas funções ainda são realizadas manualmente. Há uma necessidade crescente de automatização em tarefas que não exigem raciocínio complexo, permitindo que os profissionais se concentrem em atividades mais estratégicas.
A ServiceNow propõe o conceito de “especialista de IA”, que se divide em três camadas de uso da tecnologia. A primeira é assistiva, onde a IA auxilia na triagem de chamados, mas o trabalho ainda é realizado por humanos. A segunda camada é agêntica, onde a IA assume etapas de processos, enquanto a pesquisa e a resposta permanecem com os humanos. A camada mais avançada é o especialista, onde a IA automatiza todo o processo, atuando como um equivalente digital de um profissional.
Um exemplo prático é o especialista em central de atendimento de TI, que gerencia chamados, identifica problemas e busca soluções de forma autônoma, realizando todas as funções que um humano faria anteriormente.
Os limites do autônomo
Apesar da defesa pela automação, existem limites claros para a implementação de empresas totalmente operadas por IA. Embora a tecnologia possa avançar nesse sentido, a adoção prática por parte das empresas pode ser mais lenta devido à necessidade de supervisão humana em operações críticas.
A responsabilidade é um fator crucial; em sistemas corporativos críticos, os clientes preferem ter humanos supervisionando decisões importantes. A ServiceNow, por exemplo, introduziu uma funcionalidade em sua ferramenta de governança que permite pausar agentes de IA, garantindo que decisões críticas não sejam tomadas sem a supervisão adequada.
3 coisas importam
Para definir o sucesso das empresas na era da IA, três fatores são fundamentais: a capacidade de ajudar a ganhar dinheiro, economizar dinheiro e garantir conformidade legal. Embora a IA ofereça oportunidades de crescimento e redução de custos, a governança se torna uma prioridade, pois a falta de conformidade pode comprometer todo o investimento feito.
