Oficina em Eldorado do Sul discute catástrofes climáticas na zona rural

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Oficina em Eldorado do Sul visa fortalecer planos de contingência para desastres rurais.

O governo do Estado realizou em Eldorado do Sul a primeira edição da oficina “Líderes rurais e o que fazer em desastres”, com o objetivo de capacitar produtores e representantes do setor agrícola em relação à preparação e resposta a desastres naturais.

Ministrada por Abner Quintino de Freitas, fundador da empresa Hopeful, a oficina abordou os riscos de eventos climáticos extremos, como estiagens e enchentes, que afetam a agricultura familiar. Os encontros visam construir um plano comunitário para a mitigação desses riscos.

Durante a atividade, os participantes puderam aprender sobre estratégias de prevenção, adaptação e como minimizar os impactos de desastres. Este foi o primeiro de três encontros programados, coordenados pelo Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor, ligado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação.

Instituições de pesquisa e extensão rural, como a Emater/RS-Ascar, colaboraram no evento, que já tem a próxima oficina agendada para o dia 14 de maio, na Câmara de Vereadores de Agudo.

Freitas ressaltou a importância de identificar as ameaças que tornam as comunidades vulneráveis e a necessidade de desenvolvimento de planos de contingência específicos para a realidade rural. “O plano de contingência é um roteiro essencial para a ação em situações de desastres”, explicou.

A empresa Hopeful, que tem se destacado na capacitação para gestão de desastres desde 2017, integra o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS e foi fundamental para a realização das oficinas.

José Reck, coordenador do projeto e diretor do IPVDF, destacou o significado especial da oficina, principalmente para as comunidades afetadas pela enchente de 2024. Ele compartilhou que, após o desastre, houve uma mobilização interna para oferecer suporte às comunidades impactadas.

O projeto, que contou com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul, envolveu visitas a propriedades atingidas e diagnósticos da saúde animal e condições das terras. O objetivo é mapear a situação e implementar práticas que tornem as propriedades mais resilientes.

Além disso, a equipe teve acesso a experiências internacionais sobre gestão de desastres, possibilitando um aprendizado que se adapta à realidade rural. A proposta visa desenvolver um material de referência para ser utilizado por outras comunidades e instituições.

Segundo a bióloga do IPVDF, Ludmila Baethgen, a iniciativa surge da necessidade de compreender e enfrentar os impactos dos eventos climáticos no Rio Grande do Sul, especialmente após as enchentes de 2024. O projeto reúne diversas instituições para abordar a saúde das pessoas, animais e o meio ambiente.

Ludmila enfatizou a importância da educação e preparação das comunidades rurais. A oficina é uma parte fundamental deste esforço, que busca compartilhar conhecimentos e experiências para melhorar a capacidade de resposta a desastres cada vez mais frequentes.

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