Mercado imobiliário gaúcho: 25% da população reconsidera a compra de imóveis devido às eleições
Impacto das eleições de 2026 no mercado imobiliário gaúcho é notável
Um estudo recente revela que a proximidade das eleições de 2026 está influenciando as decisões de compra e locação de imóveis no Rio Grande do Sul.
A pesquisa indica que 23% dos gaúchos consideram adiar ou antecipar a aquisição de imóveis devido ao cenário político atual. Entre os entrevistados, 13% informaram que planejam adiar a compra, enquanto 10% têm a intenção de antecipar essa decisão. A maioria, 61%, pretende manter seus planos inalterados.
No que diz respeito ao prazo para a compra, 32% dos entrevistados planejam concluir a transação no primeiro semestre de 2026. Entretanto, 52% ainda não definiram uma data específica para a decisão.
Já no segmento de locação, a influência eleitoral é menos acentuada. Apenas 17% dos moradores do estado pretendem antecipar a decisão de alugar um imóvel, enquanto 83% seguem com os planos previamente estabelecidos. Dos que optam por alugar, uma fatia significativa, 83%, espera fechar o contrato ainda no primeiro semestre de 2026, o que sugere um mercado que continua aquecido, mesmo diante das incertezas eleitorais.
A pesquisa foi realizada entre 16 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026, envolvendo 2.400 participantes representativos da população com 18 anos ou mais.
Cenário nacional
No Brasil, o impacto das eleições sobre o mercado imobiliário apresenta uma abrangência maior. Um em cada três brasileiros afirma que deverá antecipar ou adiar decisões relacionadas à compra ou locação de imóveis devido ao contexto político. Trinta e cinco por cento planejam alterar a decisão de compra, enquanto 34% pretendem fazer o mesmo em relação à locação.
Quando se trata de aquisição de imóveis, 55% dos entrevistados garantem que seguirão com seus planos, enquanto 18% planejam antecipar a compra e 17% preferem adiar a aquisição por conta das eleições presidenciais. Observa-se que o adiamento é mais comum entre pessoas com mais de 55 anos (23%) e entre os habitantes da Região Sul (25%). Por outro lado, a antecipação é mais frequente entre os jovens de 18 a 24 anos (26%) e entre os indivíduos da classe A (28%).
A hesitação em fechar negócios é refletida nos prazos de decisão. Em nível nacional, apenas 39% afirmam que desejam adquirir um imóvel no primeiro semestre de 2026, com 27% descartando essa possibilidade e 34% sem uma posição definida.
Entre as classes C, D e E, mais de 40% afirmam não ter uma decisão consolidada. As regiões Centro-Oeste e Sul apresentam os maiores índices de incerteza.
No que tange à locação, 56% dos brasileiros afirmam que manterão seus planos, enquanto 19% têm intenção de antecipar e 15% planejam adiar essa decisão. A antecipação é especialmente notável entre os jovens de 18 a 24 anos (24%) e entre a classe A, onde 47% buscam se adiantar devido às incertezas eleitorais. O adiamento, por sua vez, é mais comum na Região Sul, onde 31% dos respondentes pretendem postergar a decisão de alugar.
Apesar desse clima de cautela, 51% dos entrevistados em todo o Brasil aspiram fechar um contrato de aluguel no primeiro semestre de 2026. No Sul, esse número atinge 62%, indicando um panorama otimista para o mercado de locação.
