Erika e Sâmia denunciam Tarcísio a órgãos competentes após ação da PM na USP

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Deputadas do Psol solicitam investigação sobre a ação policial na desocupação da reitoria da USP.

Deputadas do Psol, Erika Hilton e Sâmia Bomfim, tomaram a iniciativa de solicitar investigações acerca da atuação da Polícia Militar durante a desocupação da reitoria da Universidade de São Paulo (USP), ocorrida na madrugada deste domingo.

Erika Hilton anunciou que irá acionar a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo, visando investigar o governo estadual, a PM e a reitoria da USP. A ação se deu em resposta à operação policial que resultou na retirada de estudantes que ocupavam a reitoria desde a última quinta-feira, em protesto por melhorias nas políticas de permanência estudantil.

A deputada Sâmia Bomfim também se manifestou, afirmando que irá acionar a Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público para apurar a atuação considerada ilegal e truculenta da polícia durante a operação.

De acordo com informações, a desocupação foi realizada por aproximadamente 50 policiais, com o uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. A operação resultou na detenção de quatro pessoas, que foram levadas ao 7º Distrito Policial, onde prestaram depoimento e foram liberadas posteriormente.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre da USP relatou que a operação teve início por volta das 4h15 e denunciou que houve feridos entre os estudantes. A entidade criticou a ação da PM, afirmando que esta foi realizada sem uma decisão judicial de reintegração de posse.

Erika Hilton defendeu o direito dos estudantes de protestar e criticou a postura do governo, que, segundo ela, se recusou a negociar antes de recorrer à força policial. A deputada classificou como um absurdo a detenção de estudantes que estavam exercendo seu direito constitucional.

Além disso, Hilton questionou a reitoria da USP, que alegou não ter sido informada sobre a operação policial. A deputada apresentou evidências que sugerem uma articulação entre a universidade e a PM, incluindo a interrupção de serviços essenciais como água e energia para os estudantes.

Sâmia Bomfim também expressou seu apoio ao movimento estudantil e criticou a violência empregada pela polícia na ação. Ela reafirmou seu compromisso em buscar a responsabilização dos envolvidos na operação.

A USP, em nota, declarou que havia comunicado a ocupação à Secretaria de Segurança Pública, mas que não recebeu aviso prévio sobre a desocupação. A reitoria alegou ter mantido diálogo com os estudantes, mas afirmou que as negociações atingiram um limite diante das demandas apresentadas.

A Secretaria de Segurança Pública, por sua vez, afirmou que quaisquer denúncias de excessos por parte da polícia serão rigorosamente investigadas.

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