Trump assina medidas para aumentar importações de carne bovina, segundo agência

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Lula e Trump abordam tarifas em recente encontro

O presidente dos Estados Unidos planeja assinar decretos para aumentar as importações de carne bovina e incentivar a recuperação do rebanho nacional.

A medida visa conter a alta dos preços da carne, que se tornou uma preocupação crescente. O rebanho bovino nos EUA está em seu menor nível em 75 anos, o que contribui para a elevação dos preços.

Espera-se que o presidente suspenda temporariamente as cotas tarifárias, permitindo a entrada de uma quantidade maior de carne bovina com tarifas reduzidas. Essa ação deve facilitar o acesso ao produto e beneficiar tanto os consumidores americanos quanto os exportadores brasileiros.

Além disso, o governo deve aumentar o crédito para pecuaristas e reduzir as proteções para lobos-cinzentos e lobos mexicanos que atacam rebanhos, buscando uma solução abrangente para os desafios enfrentados pelo setor.

Embora outros itens básicos tenham visto uma queda nos preços desde o início do segundo mandato de Trump, a carne bovina continua a encarecer. Em abril, o preço subiu 12,1% em comparação ao ano anterior, acumulando uma alta de mais de 16% desde que Trump reassumiu a presidência.

Essa situação torna a carne um símbolo da inflação persistente, especialmente com a aproximação da temporada de churrascos de verão nos EUA, quando a demanda por carne aumenta consideravelmente.

Impacto nos mercados após reunião entre Lula e Trump

A expectativa de aumento nas importações de carne bovina do Brasil influenciou o mercado de gado nos EUA após a recente reunião entre os presidentes.

Uma maior entrada de carne brasileira pode ajudar a equilibrar a oferta no mercado americano e, consequentemente, conter os preços, beneficiando os exportadores do Brasil.

Na Bolsa Mercantil de Chicago, os contratos futuros de gado vivo mostraram leve alta para junho, enquanto os contratos de agosto apresentaram uma queda de 0,5%.

Em meses anteriores, Trump já havia ampliado as importações de carne bovina da Argentina e removido tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, indicando uma tendência de flexibilização nas políticas tarifárias.

Desafios enfrentados pelo setor de carne

As tarifas impostas anteriormente geraram preocupações sobre o aumento dos preços nos EUA, exacerbadas por tensões internacionais e custos crescentes para importação.

O rebanho bovino americano foi severamente afetado por uma seca prolongada, que elevou os custos para os pecuaristas e reduziu as áreas disponíveis para pastagem.

Além disso, a suspensão das importações de gado mexicano devido a preocupações sanitárias contribuiu para a escassez de oferta, forçando os frigoríficos a pagar mais pelo gado e resultando no fechamento de algumas unidades de produção.

O Departamento de Agricultura dos EUA prevê que as importações de carne bovina alcancem níveis recordes em 2026, com um aumento significativo em relação aos anos anteriores, refletindo a necessidade de atender à demanda interna.

Descontentamento dos eleitores e cenário político

Os decretos que serão assinados por Trump surgem em um contexto de crescente descontentamento entre os eleitores, a poucos meses das eleições de meio de mandato nos EUA.

Pesquisas recentes indicam uma desaprovação significativa da atuação de Trump em questões como a guerra com o Irã, e sua aprovação geral caiu para níveis preocupantes.

Com a inflação e o aumento dos preços de combustíveis afetando a percepção pública, a avaliação do presidente em relação à economia também piorou, o que pode impactar suas perspectivas políticas futuras.

Cronologia das tarifas de Trump

  • Em abril de 2025, Trump anunciou tarifas recíprocas, aumentando a taxa sobre produtos brasileiros.
  • Em junho, elevou as taxas sobre aço e alumínio, utilizando uma legislação específica para justificar as medidas.
  • Em julho, um novo aumento de tarifas foi imposto, embora com exceções para alguns produtos.
  • Em novembro, após negociações com Lula, retirou tarifas sobre diversos itens brasileiros.
  • Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte invalidou algumas tarifas, levando a uma reavaliação das políticas comerciais.

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